Lisboa

A cerveja da 8.ª Colina já é vizinha do Marquês de Pombal

A cervejeira artesanal abriu as portas da 8ª Marquês, um misto entre restaurante e bar de cerveja na Avenida Duque de Loulé, em Lisboa.

Fotogaleria
8.ª Marquês Francisco Romao Pereira
Fotogaleria
8.ª Marquês Francisco Romao Pereira
Fotogaleria
8.ª Marquês Francisco Romao Pereira
Fotogaleria
8.ª Marquês Francisco Romao Pereira
Fotogaleria
8.ª Marquês Francisco Romao Pereira
Fotogaleria
8.ª Marquês Francisco Romao Pereira
Fotogaleria
8.ª Marquês Francisco Romao Pereira

Há um ano havia O Antigo Talho, um restaurante e loja vegana de João Manzarra. Antes disso, como o nome indicava, o espaço da Avenida Duque de Loulé era ocupado por um talho, e, no andar de cima, a casa do talhante e da família. Agora, no número 85 da avenida lisboeta está instalado o 8.ª Marquês, um híbrido de restaurante e taproom, ou seja, bar de cerveja, da 8.ª Colina, a cervejaria artesanal da Graça em funcionamento desde 2015. Depois de quase um mês em soft opening, tem inauguração marcada para este sábado.

Segundo Pedro Romão, sócio da 8.ª Colina e um dos responsáveis pela comunicação da marca, não querem, de todo, substituir o bar que já tinham, desde 2018, na Graça – até porque o número da porta da Rua Damasceno Monteiro não poderia ser mais indicado para eles, é o 8A. Mesmo que tenham mais torneiras, 14 em vez das dez do outro espaço, querem explorar sobretudo a parte de restaurante, que também existe na Graça, mas com uma cozinha muito mais limitada.

PÚBLICO -
Foto

“É uma necessidade que existe, levar a cerveja à mesa com seriedade”, declara à Fugas. Neste novo sítio, os preços são ligeiramente mais caros, com uma diferença de 10 cêntimos, mantendo-se o copo pequeno de Vila Maria, a blonde ale básica da marca, a 2€. A ideia é até que, no futuro, o outro bar, hoje conhecido como Taproom 8.ª Colina, mude de nome para 8.ª Graça.

Os almoços são um dos focos principais do espaço de três andares, que tem o bar com algumas mesas no piso por onde se entra, em cima a cozinha e as mesas de almoço e jantar e em baixo as casas de banho – setas feitas à mão pelo Halfstudio indicam para onde ir. Nessa altura do dia, o menu elaborado por Thomas Mancini, que já era responsável pela comida na Graça, é mais extenso. Os pratos andam à volta dos 8-8,50€. “As pessoas não estão à espera de gastar 20 euros todos os dias num almoço”, explica Carlos Beites, que trata dos bares da cervejeira.

PÚBLICO - 8.ª Marquês
8.ª Marquês
PÚBLICO - 8.ª Marquês
8.ª Marquês
PÚBLICO - 8.ª Marquês
8.ª Marquês
PÚBLICO - 8.ª Marquês
8.ª Marquês
Fotogaleria

“É um menu mais completo, com dois pratos de cada estilo: dois vegetarianos, dois de carnes vermelhas, dois de carne branca e dois de peixe”, diz, adicionando que os preços possibilitam “que as pessoas consigam comer e beber” por “à volta de dez euros”. “Há quem coma um preguinho, que tem bife e batatas fritas, beba uma cerveja e uma mini-sobremesa com café e [a conta] fique abaixo dos dez euros”, afirma. Alguns dos pratos contêm cerveja na confecção, e há harmonizações com cerveja recomendada para todos os eles.

Os almoços começam quando a casa abre, ao meio-dia, e acabam às 14h30, sendo a hora de jantar entre as 19h30 e as 22h30. Fora desses horários, é possível pedir petiscos como bao (de bacalhau fresco com molho tártaro) ou croquetes, avisa Pedro Romão. Ao contrário do que acontecia com o ocupante anterior da casa, ainda não há pratos veganos. Mesmo as ofertas vegetarianas levam leite e ovos. É algo que, com o tempo, garante Pedro Romão, há-de acontecer, até porque, no espaço de sensivelmente um mês desde que o espaço está aberto, já houve muitas pessoas a pedirem tais alternativas.

Para a festa de abertura estão guardados barris especiais, de raridades ou cervejas que saíram de circulação. Fora disso, haverá um pack à venda com garrafas das três colaborações anuais que a cervejeira fez, até à data, com a marca de vinhos madeirenses Justino's Madeira Wines: Plantageneta, uma barleywine, Falstaff, uma wheatwine, e Bardolfo, a novidade deste ano, uma old ale, todas edições muito limitadas de cervejas muito alcoólicas envelhecidas em barricas antigas de vinho.

No menu das cervejas, a produção normal da cervejeira está contemplada. Poderá haver exclusivos, mas, admite Pedro, a capacidade da fábrica está a “rebentar pelas costuras” e “não sobra espaço para fazer coisas novas com a regularidade” que gostariam de ter. Ainda assim, a oferta, como já acontece na Graça, incluirá cervejas convidadas, portuguesas ou não, como, por estes dias, a britânica Northern Monk, de Leeds.

Sugerir correcção