Opinião

O candidato de Wall Street

Se a corrida final à presidência dos EUA vier a ser entre dois supermilionários, resta-me desejar que ganhe o mais rico. Neste caso parece ser o mais decente.

Escrevo de um hotel na mítica Wall Street, a pequena rua apertada entre arranha-céus em Lower Manhattan, Nova Iorque, onde fica a Bolsa de Valores. Na televisão passa um longo anúncio promocional de Michael Bloomberg, o mayor de Nova Iorque entre 2002 e 2013 que declarou há dias que entrava na corrida à presidência americana em 2020. Bloomberg é o 14.º homem mais rico do mundo, estando a sua fortuna avaliada em 58 mil milhões de dólares, vinte vezes mais do que a de Trump. É o fundador e CEO da Bloomberg L.P., que fornece informações e serviços a empresas de Wall Street.