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Cantora brasileira Branca Lescher celebra ao vivo o Museu da Mulher

Cantora, compositora e poeta, Branca Lescher actua esta sexta-feira em Lisboa, na abertura da primeira exposição de arte promovida pelo Museu Internacional da Mulher. No Fórum Grandela, em Benfica, às 18h30, com entrada livre.

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Branca Lescher DR

Não é a primeira vez que Branca Lescher vem a Portugal este ano, na verdade já é a quarta. Mas o concerto que preparou para esta sexta-feira, no Fórum Grandela, tem um significado especial, já que se insere na inauguração da exposição Meu Corpo Minha Língua – Reflexos e reflexões sobre a condição feminina na lusofonia, organizada pela associação Museu Internacional da Mulher (MIMA). Aliás, é a convite da curadora desta associação, Kátia Canton, que Branca regressa a Lisboa, num momento em que se encontra prestes a terminar um novo disco.

Brasileira, nascida em São Paulo, em 1964, Branca Lescher é cantora, compositora e poeta, tendo-se especializado em canção popular pela Faculdade Santa Marcelino. No seu álbum de estreia, em 2005, a que deu o nome de Intimidade e Silêncio, interpretou canções de, entre outros, Tom Jobim, Ary Barroso, Geraldo Vandré ou Caetano Veloso. O segundo disco, Branca, editou-o apenas em 2017, um ano depois de ter lançado o seu primeiro livro de poesias, Fibromialgia (2016), pela Benfazeja, uma editora independente de São Paulo, e mais três com o grupo Senhoras Obscenas, um colectivo de 70 poetas do qual Branca faz parte. 

Músicas que falam da vida

Na autobiografia que publicou na internet, diz Branca Lescher das suas canções: “As músicas falam de mim? é o que me perguntam, e eu respondo: falam da vida, de como eu vejo as coisas, percebo o mundo, tanto faz se aconteceram comigo ou com alguém próximo, uma história que ouvi, algo que percebi, mas é sempre verdade, a verdade que observo, que sinto.”

Nesta sua apresentação em Lisboa, ao lado de Marcelo Castilha, um pianista brasileiro radicado no Porto, Branca Lescher apresentará algumas canções do seu novo CD, Eu Não Existo, que deverá estar disponível a partir de Fevereiro de 2020 nas plataformas digitais. Este disco tem as participações especiais dos brasileiros Toninho Ferragutti e Swami Jr, e dos portugueses Cristina Clara e Bernardo Couto. Com estes últimos, Branca gravou Bailado, um dos temas que Portugal lhe inspirou. Outro foi Lisboa, já gravado para videoclipe.

No alinhamento estarão canções como Dia da Mulher (parceria com Marcelo Segreto, que é o produtor do disco) Lisboa, Salvo conduto, Desisto (parcerias com Edmiriam Modolo), Por telefone (parceria com Paulo Pascali Jr), Dia das mães, Eu não existo (de sua autoria), e o tema Estrada do Sol, em homenagem aos compositores Tom Jobim e Dolores Duran.

Contra a violência doméstica

A exposição Meu Corpo Minha Língua – Reflexos e reflexões sobre a condição feminina na lusofonia é primeira de uma série que será focada em trabalhos de artistas de diferentes países de língua oficial portuguesa e associa-se ao Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres (dia 25), com participações de artistas contemporâneos como Rosana Paulina e Beth Moysés (Brasil), Teresa Milheiro (Portugal) ou Mónica de Miranda (Angola).

“É uma honra poder participar deste trabalho ao lado de artistas que admiro e desta instituição que deseja verdadeiramente entender e debater a questão da mulher”, disse Branca Lescher citada pelos promotores, num comunicado de divulgação, a propósito da sua participação: “Vou cantar algumas canções do meu novo disco Eu não Existo que falam exactamente da mulher, principalmente de uma mulher madura, independente e que sabe o que quer”.

O Fórum Grandela (Estrada de Benfica, 419) fica no edifício onde antes esteve instalada a Biblioteca-Museu República e Resistência. A entrada é livre.

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