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Impeachment: Trump condicionou apoio à Ucrânia a investigação aos Biden, diz testemunha

Foi “o testemunho mais prejudicial que ja ouvi”, disse democrata citado pela BBC sobre as palavras do embaixador Bill Taylor no Congresso.

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O embaixador Bill Taylor MICHAEL REYNOLDS/EPA

Um alto funcionário da diplomacia dos Estados Unidos disse que o Presidente Donald Trump condicionou o apoio militar do seu país à Ucrânia a uma investigação ao seu adversário político Joe Biden.

Num depoimento no Congresso, no âmbito do processo de impeachment a Trump aberto pelos democratas, o embaixador Bill Taylor contou que lhe foi dito que o Presidente queria que Kiev investigasse os negócios do antigo vice-presidente Biden e do seu filho na Ucrânia.

Trump tem argumentado que não foi feita qualquer pressão e que não houve tentativa de troca de favores na política da Casa Branca em relação à Ucrânia.

Um democrata citado pela BBC disse que as palavras de Taylor eram “o testemunho mais prejudicial” que já ouviu.

Taylor, diplomata de carreira, é o enviado americano na Ucrânia desde Junho. Testemunhou perante os legisladores no inquérito aberto pelo Partido Democrata por suspeita de abuso de poder por parte de Donald Trump.

A transcrição de uma conversa telefónica mantida a 25 de Julho entre o Presidente dos EUA e o chefe de Estado ucraniano, Trump incita Volodimir Zelenskii a investigar suspeitas de corrupção de Joe e Hunter Biden (que foi administrador de uma empresa ucraniana que está a ser investigada pelo procurador-geral ucraniano Viktor Shokin).

Em resposta a este testemunho, a porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, disse: “O Presidente Trump não fez nada de errado – esta é uma campanha coordenada da extrema-esquerda e dos burocratas radicais não eleitos que estão em guerra contra a Constituição.”

O embaixador disse que o Presidente deixou bem claro que queria um anúncio público da investigação aos Biden e mencionou interferências da Ucrânia nas eleições presidenciais americanas de 2016.

“A nossa relação com a Ucrânia tem sido minada por um canal irregular e informal entre os EUA, os actores políticos e a retenção de apoio vital na área de segurança, por razões de política interna [americana]”, disse Bill Taylor nas palavras que proferiu no início do seu testemunho na Câmara de Representantes.

Os canais “informais” incluem o enviado especial dos EUA à Ucrânia Kurt Volker, o embaixador para a União Europeia Gordon Sondland, o secretário da Energia Rick Perry e o advogado pessoal de Donald Trump e antigo presidente da câmara de Nova Iorque, Rudy Giuliani.

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