Samsung Galaxy S10 aceita impressão digital de qualquer pessoa

O telemóvel passa a autorizar qualquer impressão digital quando é colocado um protector de ecrã que não é da marca.

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O sensor de impressões digitais ultrassónico torna-se inútil quando são utilizados capas e películas protectoras de terceiros Reuters/Henry Nicholls
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A Samsung está a alertar para uma vulnerabilidade no ecrã dos topos de gama Galaxy S10, apresentados em Fevereiro, que permite que qualquer pessoa consiga desbloquear aqueles telemóveis com a sua própria impressão digital quando é utilizada uma película de protectora que não é da marca.

Em causa está uma falha no sistema de autenticação biométrico. Na prática, o telemóvel deixa de conseguir ler correctamente a impressão digital quando são usadas películas protectoras de outras marcas, assumindo todos os padrões de impressão digital como válidos.

“A Samsung Electronics está consciente do caso de mau funcionamento do sensor de impressões digitais do S10 e vai lançar uma actualização em breve”, lê-se em declarações da marca à agência Reuters. Até lá, a empresa sul-coreana recomenda que os donos dos telemóveis usem apenas acessórios da marca, criados para serem compatíveis com os telemóveis Galaxy S10. Na Coreia do Sul, o banco online Kakaobank também está a pedir aos donos do Galaxy S10 que optem por outras formas de bloquear o telemóvel enquanto a empresa resolve o problema. Por exemplo, um código secreto ou reconhecimento facial.

Em resposta a questões do PÚBLICO enviadas durante a tarde de quinta-feira, a Samsung remeteu para o comunicado publicado no dia 18 de Outubro (sexta-feira) sobre o problema. Nele, a empresa sul-coreana explica que vai lançar uma actualização para corrigir o erro, mas recomenda que os utilizadores dos aparelhos S10 e Note10 deixem de utilizar capas de outras marcas até que o problema esteja resolvido. “Para prevenir futuros problemas, recomendamos que os utilizadores dos modelos Galaxy Note 1'/10+ e S10/S10+/S10 5G que usem essas capas [de terceiros] as removam, apaguem todas as impressões digitais registadas e façam o registo novamente”.

Lançado no começo do ano, os telemóveis Galaxy S10 foram os primeiros da marca a incluir um sensor de impressões digitais descrito como “ultrassónico” – a tecnologia identifica o formato 3D da impressão digital do utilizador ao calcular a distância entre os sulcos do dedo do utilizador e o ecrã através das vibrações dos dedos a tocar no ecrã.

A tecnologia torna-se inútil com algumas películas protectoras que não são criadas especificamente para aquele modelo porque se há qualquer espaço entre o ecrã e a película (mesmo que seja mínimo), o ar que entra na fenda impede o sistema ultrassónico de realizar uma leitura correcta.

Este ano, a Samsung também foi obriga a adiar o lançamento dos Galaxy Fold – os primeiros telemóveis dobráveis da marca – depois de análises de jornalistas convidados a testar os telemóveis mostrarem ecrãs que se deformavam ou criavam pequenas elevações com uso.

Actualizado 19/10/2019: Acrescentado comunicado da Samsung