Paulo Pimenta

Baleias – os gigantes dos mares podem ajudar a salvar a humanidade

Estudo liderado por um economista do FMI revela que se as baleias pudessem voltar os números anteriores ao da baleação industrial, o planeta ganharia capacidade de fixação de CO2 equivalente ao de quatro florestas como a da Amazónia.

A entrada de uma baleia-corcunda no Tamisa, na semana passada, chamou a atenção do britânico Philip Hoare, autor de uma obra magistral sobre estes cetáceos que, numa crónica no jornal The Guardian, questionava se aquele dócil animal estava ali para ser salvo, ou se vinha para nos salvar. A pergunta, aparentemente tão estranha, ganha todo o sentido se atentarmos nos dados de um estudo recente, publicado no mês passado numa revista do Fundo Monetário Internacional com o título Uma Solução da Natureza para as Alterações Climáticas, dando conta de que a recuperação da população de baleias nos oceanos para os níveis anteriores aos da época da grande baleação, acompanhada - e já lá vamos, com um consequente aumento do fitoplâncton de que se alimentam - ajudaria a capturar dióxido de carbono numa quantidade equivalente ao da Amazónia...a multiplicar por quatro.