Os festivais de Verão ainda não acabaram: estão aí o EDP Vilar de Mouros e o Forte

Separados por mais de 200 quilómetros e apontando em direcções opostas (o passado no caso do histórico festival minhoto, o futuro no caso do de Montemor-o-Velho), começam esta quinta-feira mais dois rituais musicais de Agosto.

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A audiência do EDP Vilar de Mouros foi-se tornando cada vez mais transgeracional PAULO PIMENTA

Agosto é um mês rico (ou mesmo excedentário) em festivais de Verão e a recta final do mês guarda ainda dois grandes eventos: o EDP Vilar de Mouros e o Festival Forte, que começam, ambos, esta quinta-feira, dia 22, separados por mais de 200 quilómetros e apontando em direcções opostas da cena musical.

O festival de Vilar de Mouros dispensa qualquer tipo de apresentação. Conhecido como o “Woodstock Português”, é o mais antigo festival de música da Península Ibérica: aconteceu pela primeira vez em 1971, com actuações de Elton John, Manfred Mann e Quarteto 1111 nesta pequena freguesia do concelho de Caminha. Depois de uma fase em que foi acontecendo com uma periodicidade irregular, voltou em 2016 a realizar-se anualmente, adoptando um posicionamento revivalista e nostálgico reflectido na escolha de bandas como Happy Mondays, Echo & The Bunnymen, Primal Scream, The Jesus and Mary Chain ou PiL (Public Image Ltd) e conquistando um público cada vez mais transgeracional.

A edição de 2019, que se inicia esta quinta-feira e termina no sábado, reitera este tipo de apostas, nomeadamente com a estreia em Portugal dos Prophets Of Rage (sábado), super-grupo de rap-rock que junta membros de Rage Against the Machine, Public Enemy e Cypress Hill; mas também com as actuações dos The Cult (quinta-feira), influente banda dos anos 80 com fortes raízes no rock gótico, e dos The Offspring, creditados, junto a nomes como Green Day ou Blink-182, por terem trazido o punk de volta ao mainstream.

Mas se o EDP Vilar de Mouros é um piscar de olhos ao passado, o Festival Forte bem que podia acontecer no próximo século. Distinguido em 2016, pelo site 6AM, como um dos festivais com a localização mais singular do mundo, volta a tomar o Castelo de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, com uma programação focada na música electrónica experimental.

A sexta edição do Festival Forte, que começa esta quinta-feira e chega ao fim no domingo, conta com vários projectos de vanguarda da electrónica, como o produtor mexicano Murcof, que se apresentará em colaboração com o artista visual Malo Lacroix, natural da Guiana Francesa. Alinhado para o primeiro dia do festival está também Forest Drive West, nome artístico do londrino Joe Baker, produtor de música com influências de tecno atmosférico e de jungle. Destaque ainda para a presença de The Empire Line (domingo), trio proveniente da prolífica cena electrónica escandinava e composto por Jonas Rönnberg, mais conhecido pelo seu projecto Varg, um dos nomes mais promissores da música tecno, Christian Stadsgaard, co-fundador da editora Posh Isolation e membro do duo dinamarquês Damien Dubrovnik, e Isak Hansen, artista noise que empresta a sua voz a este projecto.

Os bilhetes para ambos os festivais encontram-se à venda nos locais habituais. O passe geral para o EDP Vilar de Mouros custa 70€ e o bilhete diário 35€. Os passes gerais para o Festival Forte podem ser adquiridos por 120€, o bilhete diário tem o valor de 60€ e o o passe de fim-de-semana custa 90€.

Texto editado por Inês Nadais

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