A Taron Egerton cabe a tarefa de ser Elton John no cinema David Appleby/ Paramount Pictures

Elton John: o filme que foi até onde outros não foram

Rocketman põe Taron Egerton a fazer do lendário cantor e compositor pop dos 17 aos 40 e poucos anos, com o sexo, as drogas e o rock’n’roll. O filme foi até onde outros não foram.

Reggie Dwight, que se descreve a si próprio como um miúdo gorducho de óculos de Pinner, um subúrbio de Londres, apresenta-se pela primeira vez ao vivo num pub. A princípio ninguém o quer ouvir. Instigado pela avó, toca uma canção de que ela gosta e, através da força do seu piano e da sua voz, conquista uma plateia. Que inicia uma luta. Ele sai do pub e de repente já tem 17 anos. Vai até uma feira, canta sobre como o sábado à noite é bom para lutar. Está rodeado de adolescentes que representam subculturas do final dos anos 1950 e 60, adeptos de rock’n’roll, ska ou danças bhangra, mods, teddy boys, rude boys... Todos dançam, e a música vai-se adaptando às culturas representadas, que acabam por se misturar no fim. O protagonista regressa então ao pub, desta feita a tocar com uma banda, os Bluesology. Pouco depois, Dwight rouba o nome a um dos colegas de banda para se transformar numa das maiores estrelas pop de sempre: Elton Hercules John.