Autópsia confirma que Jeffrey Epstein pôs termo à própria vida

O magnata norte-americano, acusado de liderar uma rede de tráfico de raparigas menores, foi encontrado morto na prisão com várias fracturas no pescoço. Mas ter-se-á suicidado, concluem os médicos legistas, afastando rumores sobre a morte do milionário caído em desgraça.

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A prisão de segurança máxima, em Nova Iorque, onde Jeffrey Epstein estava detido JUSTIN LANE/LUSA

O relatório oficial da autópsia ao corpo de Jeffrey Epstein confirmou que o milionário norte-americano acusado de abuso sexual e tráfico de menores se suicidou por enforcamento, pondo termo à enxurrada de especulações desde que o seu corpo foi encontrado, há uma semana, foi encontrado morto na sua cela numa prisão de segurança máxima em Nova Iorque, na qual estava preso preventivamente, a aguardar julgamento.

A médica legista chefe da cidade de Nova Iorque, Barbara Sampson, afastou qualquer possibilidade de homicídio. O seu relatório diz taxativamente que depois da autópsia e de “uma cuidadosa investigação”, determinou que a cuasa da morte de Epstein, 66 anos, foi “enforcamento” e “suicídio”.

milionário norte-americano usou um lençol amarrado ao topo de um beliche para se suicidar, ajoelhando-se no chão e forçando a cabeça para baixo com força suficiente para fracturar vários ossos do pescoço, diz o New York Times. O Washington Post noticiou esta semana ser estranho que Epstein tivesse vários ossos fracturados, entre os quais o hióide - algo mais comum em casos de estrangulamento, embora não impossível num enforcamento. Isto alimentou as teorias conspirativas sobre o caso.

Mas três dos advogados de Epstein anunciaram que não aceitam os resultados da autópsia, e que vão continuar a sua própria investigação, diz o jornal de Nova Iorque. “Não estamos satisfeitos com estas conclusões. Teremos uma resposta mais completas dentro de dias”, disseram, em comunicado. A família de Epstein contratou o seu próprio médico legista. 

Duas semanas antes da morte, Epstein já tinha sido encontrado inconsciente na sua cela, com várias lesões no pescoço. Chegou a ser colocado sob vigilância reforçada por risco de suicídio, mas a medida foi posteriormente abandonada. Corre entretanto uma investigação interna no estabelecimento penitenciário, tendo sido noticiado que os guardas encarregues de vigiar o recluso terão adormecido na altura em que o milionário terá posto termo à vida.