Temperaturas chegam aos 40ºC no interior e há risco máximo de incêndio em 12 concelhos

O litoral terá temperaturas amenas, mas as temperaturas quentes deixam os distritos de Castelo Branco, Portalegre, Guarda e Évora sob aviso amarelo. Nos mesmos concelhos (assim como em Santarém), há risco máximo de incêndio nesta sexta-feira.

No litoral as temperaturas serão mais amenas, com os termómetros a não ultrapassar os 30 graus Celsius
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No litoral as temperaturas serão mais amenas, com os termómetros a não ultrapassar os 30 graus Celsius PAULO PIMENTA

O fim-de-semana vai ser marcado por temperaturas mais amenas no litoral em oposição ao interior, onde os termómetros podem chegar aos 37 graus Celsius em Castelo Branco e aos 36 graus Celsius em Évora e Beja, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Há ainda doze concelhos dos distritos de Faro, Portalegre, Castelo Branco, Santarém e Guarda que estão em risco máximo de incêndio nesta sexta-feira.

Em risco máximo de incêndio estão os concelhos de Alcoutim (Faro), Marvão, Nisa e Gavião (Portalegre), Abrantes, Mação e Sardoal (Santarém), Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Vila de Rei e Penamacor (Castelo Branco) e Sabugal (Guarda). O IPMA colocou em risco muito elevado e elevado de incêndio vários concelhos dos 18 distritos de Portugal continental.

Já as temperaturas sofrerão ligeiras oscilações, mas não se alteram significativamente, diz a meteorologista do IPMA Paula Leitão. “Hoje há uma tendência para subirem ligeiramente e amanhã [sábado] descem também ligeiramente. Só a partir de segunda-feira é que se prevê que comecem a subir com mais condições para aviso de tempo quente”, explica.

Segundo Paula Leitão, até segunda-feira as temperaturas no litoral não deverão chegar aos 30 graus Celsius, mas no interior vão estar acima dos 30ºC e em alguns locais próximas dos 40 graus. “No domingo temos Castelo Branco com 37 graus, Évora e Beja com 36, Portalegre e Bragança com 34 e Guarda com 32. Lisboa fica-se pelos 28 e Aveiro não ultrapassa os 24 graus”, indicou.

Por causa do tempo quente, o IPMA emitiu aviso amarelo para os distritos de Castelo Branco, Portalegre, Guarda e Évora até às 18h de sexta-feira.

O IPMA prevê também para o fim-de-semana céu limpo durante a tarde e durante a manhã neblinas e nevoeiros e vento a aumentar de intensidade durante a tarde.

Segundo Paula Leitão, a partir de segunda-feira as temperaturas começam a subir, mas também vai haver alguma instabilidade com possibilidade de aguaceiros e trovoadas nas regiões do interior. “Com a subida de temperatura na próxima semana, especialmente nas regiões do interior, o risco de incêndio vai agravar-se durante a semana”, disse.

Na sequência das condições meteorológicas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) divulgou na quinta-feira um aviso de aumento do risco de incêndios a partir de hoje. “De acordo com a informação disponibilizada pelo IPMA, prevê-se (...) uma subida gradual da temperatura máxima e a diminuição da humidade relativa”, refere a ANEPC em comunicado, explicando que as condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de incêndios.

Segundo o documento, que divulga as condições meteorológicas previstas para hoje, sábado e domingo, existe um aumento gradual do risco de incêndio com condições favoráveis à rápida propagação de incêndios.

Este risco é maior “nos concelhos com níveis que variam entre elevado a máximo” dos distritos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, faro, Guarda, Portalegre, Santarém, Setúbal, Vila Real e Viseu.

A ANEPC recorda que para os locais onde o índice de risco temporal de incêndio seja muito elevado ou máximo, não é permitida “a queima de matos cortados e amontoados, o uso de fogareiros e grelhadores em todo o espaço rural, excepto se usados fora das zonas críticas e nos locais devidamente autorizados para o efeito, o lançamento de balões com mecha acesa e de foguetes ou o fumigar ou desinfectar apiários, excepto se os fumigadores tiverem dispositivos de retenção de faúlhas”.

No documento, a ANEPC recomenda a “adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural”.