Nuno Freitas é o novo presidente da CP

Nuno Freitas substitui Carlos Nogueira à frente dos destinos da CP, que foi demitido pelo Governo. O novo líder é acompanhado por Pedro Moreira, Pedro Ribeiro e Isabel Ribeiro. Da antiga administração mantém-se apenas a responsável pelo pelouro financeiro, Ana Malhó.

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Nuno Freitas (à direita) é accionista da empresa Nomad Tech e assume agora a liderança da CP Aadriano Miranda

O novo presidente da transportadora pública tem 49 anos e é conhecido no sector por ser um “ferroviário puro” e gostar de comboios. Licenciado em Engenharia Electrónica e de Telecomunicações pela Universidade de Aveiro, com MBA em Gestão de Empresas pela EGE - Universidade Católica do Porto e ESADE Business School Barcelona, entrou na ferrovia em 1996 através da EMEF onde foi responsável pela equipa de carrilamento, tendo subido a adjunto do director da manutenção no Norte.

Entre 1998 e 2009 foi o responsável por receber e colocar em operação a nova frota da CP de comboios pendulares, tendo, a partir de 2003, implementado nas oficinas de Contumil (Porto) um inovador método de gestão da manutenção - RCM (Reliability-Centred Maintenance) que foi um sucesso para a operação e que chamou a atenção dos próprios caminhos-de-ferro suíços para os quais a EMEF prestou consultoria.

Insatisfeito com a burocracia e falta de flexibilidade da gestão da EMEF e da CP, Nuno Freitas fundou em 2013 a Nomad Tech (uma joint-venture entre a EMEF e a Nomad Digital) de que é director geral e accionista. A empresa trabalha hoje com algumas das mais exigentes empresas ferroviárias do mundo e tem vindo a aumentar as exportações.

Carlos Nogueira, que liderava a CP desde 1 de Julho de 2017, foi demitido por discordar da estratégia do Governo de recuperar carruagens e locomotivas antigas para suprir as faltas de material circulante que têm levado às supressões de comboios. O governo anunciou em Junho que iria abrir as oficinas de Guifões (Porto) para recuperar veículos ferroviários e desenvolver engenharia ferroviária, uma área de que o país carece.