Provas finais do 9.º ano: média a Matemática sobe e volta à positiva

Resultados das provas finais de Português e Matemática foram divulgados nesta segunda-feira. Houve menos chumbos.

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Paulo Pimenta

Subida a Matemática, descida a Português. São estes os resultados das provas finais do 9.º ano realizadas em Junho por cerca de 100 mil alunos e que constituem o inverso do que costumam ser as oscilações habituais nestes exames, com as subidas geralmente a favorecer a prova de Português.

Desta vez não foi assim. Numa escala de 0 a 100, a média a Português ficou nos 60, o que constitui uma descida de seis pontos percentuais por comparação ao resultado de 2018 (66). Já a Matemática a média subiu de 47 para 55 – um pulo de oito pontos percentuais.

Em ambas as disciplinas as taxas de reprovação baixaram. A Português passaram de 6 para 5% e a Matemática desceram de 33% para 29%, o que também se fica a dever à diminuição da proporção de alunos que obtiveram classificações negativas nos exames. Na prova de língua materna só 13% tiveram negativa; a Matemática foram 40%. No ano passado 52% dos alunos do 9.º ano tiveram negativa no exame. A Português esta percentagem foi, em 2018, de 13,2%.

No dia da prova de Matemática, a 27 de Junho, tanto a associação de professores da disciplina como a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) consideraram que esta tinha sido “acessível”. A presidente da associação de professores, Lurdes Figueiral, alertou que tal não significa que os alunos fossem ter boas notas, porque as provas de anos anteriores também foram acessíveis e “os resultados não foram bons”, em grande parte devido ao aumento do número de alunos que não vão além de 1%.

Dos 92.741 alunos que fizeram a prova em Junho, 8,3% tiveram entre 0% e 1%. A mesma proporção que foi registada em 2018. O que mudou, e levou à subida da média, foi o aumento dos que chegaram à positiva.

No parecer divulgado no dia da prova, a SPM frisou que o grau de dificuldade era menor do registado com a prova de 2018, solicitando-se “na esmagadora maioria das questões a execução de tarefas de natureza rotineira e de baixa complexidade”.  

Já no que respeita à prova de Português, a associação de professores da disciplina alertou, no dia da sua realização (24 de Junho) que os critérios de classificação de duas perguntas eram “limitativos” e poderiam por isso penalizar os alunos. O Instituto de Avaliação Educativa, responsável pela elaboração dos exames e dos seus critérios de classificação, rejeitou esta crítica.