ANMP considera “inadmissível” que haja concelhos sem estação dos CTT e pede reposição

Presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Manuel Machado, regista, contudo, “sinais de melhoria” dados pela nova administração da empresa.

Manuel Machado
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Manuel Machado, o presidente da ANMP é também presidente da Câmara de Coimbra ADRIANO MIRANDA

A intenção anunciada pela nova administração dos CTT é bem vista pelas autarquias portuguesas. Em Junho, João Bento, novo presidente da empresa, revelou que não iria encerrar mais balcões e anunciou a reabertura de alguns que tinham sido encerrados. O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado, vem agora saudar a ideia, mas quer vê-la concretizada no território. 

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“Registamos e saudamos com apreço. Naturalmente, continuamos a reclamar que seja instalado no terreno”, referiu aos jornalistas, sobre a hipótese de reabertura de algumas estações, no final da reunião do conselho directivo da ANMP que decorreu esta terça-feira, em Coimbra. A situação “apresenta alguns sinais de melhoria, mas ainda não está consolidado no terreno”, fez notar. <_o3a_p>

Apesar dessa evolução de posições, a ANMP não estabeleceu contactos directos com a administração dos CTT, a antiga empresa pública, privatizada em 2014. “O nosso relacionamento passa primordialmente pela Anacom, entidade reguladora que tem a obrigação de garantir que o contrato de concessão é respeitado”, afirmou, acrescentando que, no entender dos municípios, é algo que não está a acontecer. O autarca apelou ainda a que o Governo – “que tem uma palavra a dizer” - intensifique a fiscalização. <_o3a_p>

O socialista Manuel Machado entende que “é inaceitável que haja um único município no país que não tenha estação de correios” e defende que “as regressões que se verificaram têm de ser resolvidas com a máxima urgência”. Os encerramentos de estações, menciona, tal como de outros serviços públicos, resultam num “contributo muito negativo para a desertificação, o isolamento das populações e o abandono das terras”.<_o3a_p>

Quando refere estações, o presidente da ANMP especifica que quer dizer espaços próprios para os correios: “Não serve o quiosque, a sapataria, nem a lavandaria para fazer distribuição postal”, ressalva, argumentando que esta “está sujeita a regras de reserva de privacidade, de segurança e de fiabilidade da entrega”. Isso “tem de ser assegurado”, sentencia. <_o3a_p>

No mesmo encontro foram também definidos os temas que irão dominar o próximo congresso da ANMP, em Novembro. No encontro, os autarcas vão debater a organização do Estado e a defesa da democracia, discutir o modelo de desenvolvimento do país e o financiamento do poder local, revelou Machado. <_o3a_p>