Bacurau, Caligari, Diogo(s), Sofia, Gabriel e os outros todos no Curtas 2019

Apresentada em conferência de imprensa, a 27.ª edição do Curtas Vila do Conde mostra o Grande Prémio do Júri de Cannes, Bacurau de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e as novas curtas de Diogo Costa Amarante, Diogo Baldaia, Sofia Bost e Gabriel Abrantes,. Festival corre de 6 a 14 de Julho

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A primeira exibição em Portugal de "Bacurau" de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Grande Prémio do Júri no festival de Cannes 2019, dá o pontapé de saída para o 27.º Festival Internacional de Curtas Metragens de Vila do Conde cortesia curtas vila do conde
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"Bacurau" de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles cortesia curtas vila do conde
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"Bacurau" de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles cortesia curtas vila do conde
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Nos filmes-concerto na secção Stereo, "O Gabinete do Dr. Caligari" de Robert Wiene, musicado por Marta Navarro e Tiago Cutileiro cortesia curtas vila do conde
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"Fordlandia Malaise" de Susana de Sousa Dias na secção Panorama Nacional cortesia curtas vila do conde
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"Fordlandia Malaise" de Susana de Sousa Dias cortesia curtas vila do conde
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"O Mar Enrola na Areia" de Catarina Mourão na secção Panorama Nacional cortesia curtas vila do conde
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"O Mar Enrola na Areia" de Catarina Mourão cortesia curtas vila do conde
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Vão ser exibidos dois episódios da série de televisão "Luz Vermelha", realizada pela dupla André Santos/Marco Leão, cortesia curtas vila do conde
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"Bela Mandil" de Helena Estrela na secção Panorama Nacional cortesia curtas vila do conde

A primeira exibição em Portugal de Bacurau de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Grande Prémio do Júri no festival de Cannes 2019, dá o pontapé de saída para o 27.º Festival Internacional de Curtas Metragens de Vila do Conde. É uma das novidades anunciadas na conferência de imprensa de apresentação do festival, que teve lugar na manhã desta quarta-feira. Outras são a exibição dos primeiros dois episódios da série de televisão Luz Vermelha, realizada pela dupla André Santos/Marco Leão, e do fecho da competição nacional com 16 filmes dos quais fazem parte os novos títulos de Diogo Costa Amarante, Gabriel Abrantes e Diogo Baldaia. 

A decorrer de 6 a 14 de Julho no Teatro Municipal de Vila do Conde e no Auditório Municipal, o Curtas terá abertura oficial na tarde de sábado, 6, com o primeiro dos filmes-concerto da secção Stereo, O Gabinete do Dr. Caligari de Robert Wiene, musicado por Marta Navarro e Tiago Cutileiro (17h30); o filme é igualmente o pretexto para a exposição O Caso Caligari, a decorrer paralelamente na galeria Solar e que será inaugurada às 18h00

Antes, haverá a abertura da secção infanto-juvenil Curtinhas com a exibição do mais recente filme da Pixar, Toy Story 4 (15h00); ao fim da noite (23h30), será exibido o documentário realizado para o 25.º aniversário da edição do álbum dos Mão Morta Mutantes S.21, acompanhado por um Q&A com o escritor Valter Hugo Mãe. 

Em horário nobre (21h00), será a vez da ante-estreia portuguesa de Bacurau, terceira longa-metragem de ficção do brasileiro Kleber Mendonça Filho após O Som ao Redor e Aquarius, assinada a meias com o seu cenógrafo de sempre Juliano Dornelles (ainda sem data de estreia em Portugal).

Bacurau integra-se na programação da secção Da Curta à Longa, focada em trabalhos de longa-metragem de cineastas cujas curtas estiveram presentes no certame vilancondense. Da mesma secção, cuja programação foi anunciada nesta conferência de imprensa, estarão os dois primeiros episódios (de 13) de Luz Vermelha, a série realizada para a RTP por André Santos e Marco Leão inspirada pelo caso verídico das “mães de Bragança”; e Knives and Skin, nova incursão na ficção de longa duração da aclamada cineasta experimental americana Jennifer Reeder, que tem sido presença regular nas últimas edições do festival.

A competição portuguesa consistirá ao todo em 16 títulos divididos por cinco sessões, exibidas entre segunda 8 e sexta 12. À cabeça estão os novos filmes de Diogo Costa Amarante (Urso de Ouro em Berlim por Cidade Pequena), O Verde do Jardim, e de Diogo Baldaia (grande prémio português no IndieLisboa 2017 com Miragem Meus Putos), Destiny Deluxe. De Cannes chegarão a estreia de Sofia Bost, Dia de Festa (Semana da Crítica), e o novo filme de Gabriel Abrantes, Les Extraordinaires mésaventures de la jeune fille de pierre (Quinzena dos Realizadores). Haverá ainda espaço para a incursão na realização de Paulo “Legendary Tigerman” Furtado, Amor Quântico.

Muitos dos cineastas seleccionados para a competição tiveram já várias passagens e prémios no Curtas: é o caso de Pedro Neves, que apresentará o documentário A Fábrica; André Marques (prémio do público 2013 por Luminita), que mostra Não Procures Mais Além; Mariana Gaivão, presente com Ruby; ou Francisco Valente (antigo colaborador do PÚBLICO), trazendo Lisboa, 2018. A animação, habitualmente prato forte do concurso, está este ano representada por um único título na competição, Purpleboy de Alex Siqueira. A selecção completa-se com 18, de Rui Esperança; Ave Rara, de Vasco Saltão; Cenas de uma Vida Amorosa, de Miguel Afonso; Colmeal, de Márcio Laranjeira e Sérgio Brás d’Almeida; Red Hill, de Laura Carreira; e Sol Negro, de Maureen Fazendeiro. Estes títulos juntam-se a 35 filmes a concurso na Competição Internacional e 20 na Competição Experimental.

Em paralelo exibir-se-ão, no Panorama Nacional, cinco das mais aclamadas curtas dos últimos meses. À cabeça, dois títulos que tiveram estreia mundial em Berlim, o multi-premiado Past Perfect de Jorge Jácome e Fordlandia Malaise de Susana de Sousa Dias; a par do vencedor do concurso nacional no Indielisboa 2019, A Casa, a Verdadeira e a Seguinte, Ainda Está para Fazer de Sílvia das Fadas; de O Mar Enrola na Areia de Catarina Mourão; e de Bela Mandil de Helena Estrela. 

O encerramento terá lugar ao fim da tarde de domingo 14 (17h30) com o anúncio dos premiados, acompanhado pela projecção do filme de João César Monteiro sobre Sophia de Mello Breyner Andresen.

A programação e horários completos podem ser consultados em http://festival.curtas.pt.