PS define critérios para candidatos a deputados a 27 de Junho

Entre 15 de Junho e 6 de Julho, os socialistas irão realizar quatro convenções de carácter regional.

António Costa, líder do PS
Foto
António Costa, líder do PS LUSA/MIGUEL A. LOPES

O PS discute e vota no próximo dia 27 as metodologias e os critérios para a escolha dos seus candidatos a deputados nas eleições legislativas, em 6 de Outubro, durante uma reunião da Comissão Nacional em Lisboa.

De acordo com a ordem de trabalhos a que a agência Lusa teve acesso, na Comissão Nacional do PS, além da análise da situação política, serão também votados o relatório e contas deste partido referente a 2018 e as moções sectoriais apresentadas no congresso nacional do ano passado.

Nesta reunião do órgão máximo dos socialistas entre congressos, o PS dá o primeiro passo para a definição do perfil de cada candidato a deputado, entrando nesta questão a obrigatoriedade de cumprimento da nova lei da paridade (mínimo de 40% de representatividade de um dos géneros).

Após a aprovação dos critérios e das metodologias, a meio de Julho as federações socialistas reúnem-se as respectivas comissões políticas distritais para designar dois terços dos candidatos das listas do PS, cabendo a indicação do restante terço ao secretário-geral, António Costa.

O processo de escolha dos candidatos a deputados do ficará encerrado na última semana de Julho, durante uma reunião da Comissão Política Nacional deste partido, onde serão aprovadas as listas do PS a apresentar em cada um dos círculos eleitorais.

Em paralelo com o processo de escolha dos candidatos a deputados, o PS apresenta o programa eleitoral para as próximas legislativas no dia 20 de Julho, após quatro convenções regionais.

Este calendário foi transmitido à agência Lusa por fonte socialista, depois de o secretário-geral do PS, António Costa, ter apontado as quatro prioridades estratégicas para a próxima legislatura, durante um discurso que fez na abertura da última reunião da Comissão Política Nacional deste partido, em Lisboa, na semana passada.

Antes da Convenção Nacional, em que será aprovado o programa eleitoral do PS, António Costa referiu que, entre 15 de Junho e 6 de Julho, os socialistas irão realizar quatro convenções de carácter regional para debate e recolha de contributos.

Já no relatório e contas de 2018, que será sujeito a votação na Comissão Nacional do próximo dia 27, refere-se que o PS fechou o ano passado com resultados financeiros positivos pelo terceiro ano consecutivo, apresentando um saldo líquido na ordem dos 264 mil euros.

De acordo com este documento. O PS registou resultados líquidos positivos em 2016 (255,4 mil euros), em 2017 (999,96 mil euros) e em 2018 (264,4 mil euros).

“A situação financeira do PS pode ainda ser caracterizada como digna de cuidados e de atenção, mas é agora muito melhor do que em 2015. Se tudo correr como temos previsto, a situação financeira será completamente equilibrada nos próximos anos”, declarou à agência Lusa o secretário nacional do PS para a Administração, Luís Patrão.

Segundo os dados deste partido, “o endividamento, que atingia os 12 milhões de euros em 2015, baixou a fasquia dos 10 milhões de euros no final de 2018 - um ano em que o partido teve despesas [acrescidas] com a realização de congressos federativos e de um congresso nacional”.

“O PS conseguiu simultaneamente reduzir o seu passivo em 2,3 milhões de euros, com o endividamento bancário a cair em quase 500 mil euros, o que permitiu melhorar o rácio de capitais próprios”, completou o antigo secretário de Estado dos governos de António Guterres.