Salgado e outros ex-gestores do BES reclamam 24 milhões ao banco

Antigos administradores do BES na lista de credores reconhecidos da instituição. Ricardo Salgado reclama quase 10 milhões de euros.

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Ricardo Salgado reclama quase 10 milhões de euros LUSA/PAULO CUNHA

Doze ex-gestores do Banco Espírito Santo (BES), incluindo Ricardo Salgado, estão entre os credores reconhecidos pela comissão liquidatária do banco falido, reclamando um valor superior a 24 milhões de euros.

De acordo com a edição desta segunda-feira do Jornal de Negócios, entre os antigos membros da administração do banco, que foram considerados pela comissão liquidatária e pelo Ministério Público como responsáveis pela queda do BES, apenas um não faz parte da lista de credores reconhecidos pela comissão liquidatária: José Manuel Espírito Santo Silva.

Doze outros ex-gestores – Ricardo Salgado, Amílcar Morais Pires, José Maria Ricciardi, Joaquim Goes, Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva, Manuel Fernando Espírito Santo Silva, Rui da Silveira, António Souto, Jorge Martins, Pedro Mosqueira do Amaral, Stanislas Ribas e João Freixa – reclamam um valor de 24,3 milhões de euros.

Ricardo Salgado é quem reclama um valor mais elevado, de 9,9 milhões de euros.

Na sexta-feira, a comissão liquidatária tinha anunciado, em comunicado, a inclusão de 4955 credores na lista dos credores reconhecidos, dos quais 2707 são credores que apresentaram reclamações e 2288 correspondem a credores “que não apresentaram reclamações, mas cujos créditos foram reconhecidos com base nos elementos da contabilidade ou que, por outro motivo, eram do conhecimento da comissão liquidatária”. O total do valor dos créditos reconhecidos é de 5057 milhões de euros.

Foi ainda revelado que, do total de 23.960 reclamantes que reivindicaram créditos ao BES, 21.253 viram as suas reclamações recusadas. Entre estes estão os reclamantes cujo único argumento invocado foi o de serem detentores de acções do BES.

Os 13 ex-gestores têm contestado a decisão da comissão liquidatária de os considerarem culpados pela insolvência do BES, argumentando, entre outras coisas, que não se pode dizer que conheciam e omitiram a situação, já que tinham eles próprios adquiridos instrumentos financeiros do banco.