Melo acusa PS de fazer nomeações “em função do sangue” e pede que se retire condecorações a Berardo

As críticas aos socialistas voltaram a ser o tema central no discurso de Nuno Melo. Mas também sobraram reparos para o BE e PSD.

Nuno Melo jantou com apoiantes
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Nuno Melo jantou com apoiantes LUSA/HUGO DELGADO

O Governo socialista voltou esta terça-feira a ser o tema central do discurso de encerramento do segundo dia da campanha oficial do CDS. Num jantar em Rio Maior, distrito de Santarém, Nuno Melo acusou o PS de “colonizar o Estado” ao fazer “duas nomeações por dia”. E pediu que fossem retiradas as condecorações nacionais atribuídas a Joe Berardo.

“Nomeiam desde 2015 na base do privilégio de pertencer a muito poucas famílias. Uma indecência de uma colonização do Estado em função do sangue e do partido”, afirmou o número um da listas centrista, perante uma plateia de cerca de 200 pessoas. “Estas são as contas certas do PS”, acrescentou, afirmando que os socialistas nomeiam “duas pessoas por dia” para cargos públicos.

Já ligeiramente rouco, Nuno Melo voltou a lembrar que a lista socialista “integra cinco ministros que arruinaram as contas públicas” e “trouxeram a autoridade e a troika” para Portugal. “Foi o CDS que libertou Portugal”, afirmou.

Mas na noite desta terça-feira as críticas sobraram também para o Bloco de Esquerda. “Dantes criticavam o CDS e o PSD de distribuírem benefícios, agora pedem reflexão. Nós é que pedimos reflexão ao BE”, disse.

Num jantar que teve como “convidado especial” João Almeida, porta-voz do partido, e que teve como convidados vários deputados, Joe Berardo voltou a ser falado. Melo pediu que “se medite sobre a ligeireza como se atribuem contribuições em Portugal” e pediu mesmo que fossem retiradas as duas condecorações que Berardo recebeu, dadas pelos presidentes Jorge Sampaio e Cavaco Silva.

Já no final, Nuno Melo também tinha reparos para o PSD, acusando os sociais-democratas de estarem dispostos a “viabilizar um bloco central” com o PS.