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Francisco Lacerda renuncia à presidência dos CTT

O presidente dos CTT vai deixar a liderança da empresa antes do final do mandato. Novo presidente irá renegociar o contrato de serviço universal postal com o Estado.

Lacerda está nos CTT desde 2012
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Lacerda está nos CTT desde 2012 LUSA/JOSE SENA GOULAO

Os CTT anunciaram esta sexta-feira que o actual presidente executivo, Francisco Lacerda, pediu a demissão do cargo “por entender ser do interesse da sociedade proceder a uma transição da liderança da equipa executiva dos CTT”. O mandato de Francisco Lacerda, que está à frente da empresa desde Agosto de 2012 (antes da privatização), deveria terminar a 31 de Dezembro de 2019.

Nos próximos meses, a empresa terá de envolver-se num processo complexo de renegociação do contrato de concessão do serviço público postal com o Estado, mas já não será o actual presidente a conduzir esses trabalhos.

No comunicado enviado esta tarde à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), refere-se que a renúncia do gestor permitirá à empresa “focar-se na preparação dos desafios que os CTT enfrentarão no mandato 2020-2022, com destaque para o quadro contratual e regulatório da concessão do Serviço Postal Universal”.

Sobre o sucessor de Francisco Lacerda, que ainda se manterá nos Correios nas próximas semanas, fonte oficial da empresa remeteu para o comunicado, sem adiantar mais informação. Os restantes membros da equipa de gestão manter-se-ão nos respectivos cargos.

O PÚBLICO apurou que um dos nomes mais prováveis para suceder a Francisco Lacerda é o de João Bento, o presidente da Gestmin, que é o maior investidor dos CTT e que já é administrador não executivo da empresa. Contactado pelo PÚBLICO, João Bento declinou comentar esta possibilidade. 

No comunicado, os CTT dizem que Lacerda sai num momento em que a empresa já tem “consolidados os três pilares críticos da estratégia aprovada para 2017-2019”, designadamente, os planos de transformação e modernização (que incluem o corte de custos e a redução de postos de trabalho), o crescimento do negócio de encomendas e a criação e consolidação do banco CTT.

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