Vinoterapia: o prazer rejuvenescedor do vinho na pele

O River Spa, situado em Melgaço, é um dos muitos estabelecimentos que tira partido das propriedades regenerativas e antioxidantes do vinho.

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Há já vários anos que se estuda a influência do vinho na saúde. As conclusões sobre os benefícios e malefícios desta bebida são distintas de estudo para estudo, mas as incertezas cientificas parecem não influenciar a preferência dos portugueses na hora da refeição. Seja verde, branco ou tinto, o vinho continua a ser rei à mesa, mas haverá espaço para ele no cuidado da pele? De há uns anos para cá, ouve-se cada vez mais falar de vinoterapia – um tratamento estético que aproveita as propriedades antioxidantes e regenerativas da uva. De acordo com Carina Afonso, responsável pelo River Spa, situado no Hotel Monte Prado, em Melgaço, “a maior vantagem da vinoterapia está relacionada com o antienvelhecimento”, explicou ao PÚBLICO.

Isto acontece porque a uva possui propriedades antioxidantes derivadas de substâncias de resveratrol (encontrado na casca e nas sementes da uva, especialmente as tintas), que promovem a renovação das células e retardam o envelhecimento. Este fruto também é rico em água, fibra, potássio e alfa-hidroxiácidos – outros componentes favoráveis à pele.

O PÚBLICO visitou o Hotel Monte Prado, a propósito da Festa do Alvarinho e do Fumeiro, e fez uma massagem de vinoterapia no spa do hotel de quatro estrelas com vista para a serra. O spa, com piscina exterior panorâmica (sazonal), piscina interior, duche, jactos água e jacuzzi, oferece todas as condições para um final de tarde relaxado.

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Além da vinoterapia, o spa disponibiliza outros tratamentos, mas, segundo Carina Afonso, este “acaba por ser muito mais benéfico que um simples tratamento de hidratação” já que combina a esfoliação “que ajuda a remover as peles mortas” e o envolvimento que “vai abrir os poros” – o creme entra melhor na pele e a hidratação é mais profunda.

Segundo a profissional, qualquer pessoa – em qualquer idade – pode fazer o tratamento que tem como base produtos feitos com uva, aloé vera e, claro, vinho. A vinoterapia “pode ajudar uma pessoa mais jovem a retardar o envelhecimento, mas é mais indicado para pessoas a partir dos 30, 40 anos”, explica. Ao contrário do esperado, o vinho utilizado no tratamento é o tinto e não o galardoado vinho Alvarinho de casta branca, típico da região de Melgaço.

O PÚBLICO viajou a convite da Essência do Vinho