Mulher morta em Vila Real de Santo António, suspeito do crime já foi detido

A confirmar-se que se trata de um crime de violência doméstica, esta será a 14.ª morte provocada por violência doméstica em 2019.

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No dia 7 de Março assinalou-se luto nacional pelas vítimas de violência doméstica Daniel Rocha/ARQUIVO

Uma mulher de 37 anos foi morta na manhã desta quinta-feira em Vila Real de Santo António, distrito de Faro, confirmou ao PÚBLICO fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro. O homicida era um homem com quem a vítima tinha uma relação sentimental e foi entretanto detido, disse à Lusa fonte policial.

O crime ocorreu cerca das 12h30 na casa da vítima e o suspeito, que se colocou em fuga, acabou por ser detido pouco depois pela GNR em Monte Gordo, no concelho de Vila Real de Santo António, no Algarve, disse a mesma fonte. Entretanto, foram destacados militares do Corpo de Intervenção para a área do posto da GNR onde está detido o alegado homicida, uma vez que começaram a concentrar-se no local familiares e amigos da vítima, acrescentou.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro disse à Lusa que no local do crime estiveram elementos dos bombeiros, da PSP e da Polícia Judiciária. Fonte da Polícia Judiciária confirmou à Lusa que está a investigar o caso, mas escusou-se a adiantar mais pormenores.

O PÚBLICO tentou confirmar junto da PSP e da PJ quais as circunstâncias em que se deu a morte (e se se trata de um crime de violência doméstica), mas ainda não conseguiu confirmar a informação.

A confirmar-se, esta será a 14.ª morte provocada por violência doméstica em 2019, de acordo com as notícias da comunicação social – só neste ano já morreram 12 mulheres, um homem e uma criança neste contexto.

Ao longo de todo o ano de 2018 morreram 28 mulheres vítimas de violência em contexto doméstico, segundo o observatório da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta).

No passado dia 7 de Março assinalou-se luto nacional pelas vítimas de violência doméstica, depois de uma proposta apresentada por Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, para consciencializar sobre o problema e homenagear as vítimas. com Lusa