Opinião

Os milhões das petrolíferas e a greve que quase nos secou

Tendo em conta a quota de mercado e o lucro das três grandes, é possível que estes gigantes esmaguem as transportadoras, que por sua vez espremem os motoristas.

Chuck Palahniuk escreveu em 1996 no livro Fight Club (tradução improvisada): “Lembrem-se disto. As pessoas que estão a tentar pisar são aquelas de quem dependem. Somos as pessoas que lavam a vossa roupa, cozinham para vocês e servem o vosso jantar. Nós conduzimos ambulâncias. Nós fazemos a vossa cama. Nós passamos a vossa chamada. Nós somos os cozinheiros e motoristas de táxi e sabemos tudo sobre vocês. Nós processamos a vossa indemnização de seguro e a mensalidade do cartão de crédito. Nós controlamos cada parte da vossa vida”. Vem isto a propósito da greve que ameaçou paralisar o país nos últimos dias. Uma classe profissional com cerca de 800 pessoas, federada no bebé (como lhe chamou o PÚBLICO) Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) deixou aviões em terra, limitou horários de transportes públicos, colou carros aos estacionamentos dos rent-a-car, semeou o pânico nas associações de turismo.