Crítica

A juíza que decidiu

Não negligenciando o valor pedagógico deste filme, evocação da juíza Ruth Bader Ginsburg, primeira mulher a integrar o Supremo Tribunal de Justiça dos EUA, ele move-se com a indiferença de um telefilme.

Uma figura com a força de Ruth Bader Ginsburg merecia bastante melhor do que um desejo de cinema meramente funcional
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Uma figura com a força de Ruth Bader Ginsburg merecia bastante melhor do que um desejo de cinema meramente funcional
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Uma evocação da juíza Ruth Bader Ginsburg, primeira mulher a integrar o Supremo Tribunal de Justiça dos EUA, e pioneira na formação de uma consciência legal (e, portanto, política) para as questões de descriminação com base no género.

Uma Luta Desigual foca-se nos anos iniciais da actividade de Ginsburg, em especial na sua defesa de um caso que se tornou emblemático, e para além da simpatia do retrato (Felicity Jones atira-se à personagem com uma garra e uma insolência quase dignas das mulheres “hawksianas”) há ainda que reconhecer a inteligência do argumento, subtilmente centrado em questões de linguagem (há um sexismo “inconsciente” que começa na própria redacção das leis).

Mas fora isso, e não negligenciando o valor pedagógico de um tal filme, mais do que justificado no momento presente, Uma Luta Desigual move-se com a indiferença de um telefilme, pondo o panegírico e a clareza da mensagem à frente de tudo o resto, com um desejo de cinema modesto e meramente funcional. Uma figura com a força de Ruth Bader Ginsburg merecia bastante melhor.