Bolsas europeias reagem com mínimos à subida de juros nos EUA

Mercados reagem em baixa à decisão da Reserva Federal dos Estados Unidos de subir de novo as taxas de juro.

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Depois de Wall Street e das praças asiáticas, a Europa negoceia em baixa Kacper Pempel/Reuters

As principais bolsas europeias estão em queda na manhã desta quinta-feira, a negociar em valores mínimos de dois anos. Lisboa, ao descer 0,7% por volta das 11h30, acompanha a tendência negativa, mas com um recuo menos acentuado do que praças como Frankfurt, Paris, Madrid ou Amesterdão.

O mercado está a reagir em baixa à decisão tomada na véspera pela Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) de subir as taxas de juro de referência pela quarta vez este ano. O banco responsável por definir a política monetária da maior economia do mundo anunciou um abrandamento do ritmo de subida das taxas no próximo ano, mas a orientação ficou aquém do esperado pelo mercado.

O comité da Fed considerou que o aumento “é consistente com a expansão sustentada da economia e o dinamismo do mercado laboral, assim como com o objectivo de atingir uma inflação de 2%”. Entre investidores, porém, prevalecia a expectativa de ver a Reserva Federal sinalizar uma pausa na actualização, o que está a ter reflexos nos mercados.

Logo na quarta-feira, Wall Street encerrou com perdas acentuadas. Seguiram-se-lhe os mercados asiáticos e a trajectória arrastou-se à Europa na abertura das bolsas. Embora com descidas limitadas, os valores de negociação recuaram para mínimos de Novembro de 2016. Em Frankfurt, o Dax está com uma queda de 0,99% por volta das 11h30; o parisiense Cac 40 perde 1,45%; o AEX de Amesterdão desce 1,56%; em Bruxelas, o Bel 20 desliza 1,4%; o madrileno Ibex 35 perde 0,95%. Na City londrina, o FTSE 100 está a perder menos, recuando 0,44%.

O dólar caiu para mínimos de dez dias, num sinal que a Reuters associa aos receios perante o abrandamento da economia dos Estados Unidos que se antevê para o próximo ano. As projecções da Fed para 2018 e 2019 foram revistas em baixa. O banco central estima agora que o PIB norte-americano apresente um crescimento de 3% este ano, em vez de 3,1%, e projecta uma variação de 2,3% para o próximo ano, menor do que os 2,5% da estimativa anterior.