Read my lips — as frases da carreira política de George Bush

Foi longa a carreira política de George Bush, o Presidente dos Estados Unidos entre 20 de Janeiro de 1989 e 20 de Janeiro de 1993 que morreu na sexta-feira aos 94 anos. Algumas das frases que marcaram o seu percurso revelam o seu pensamento e a sua forma de estar no serviço público.

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George Bush EPA

“De acordo com a minha ponderada opinião, o senhor devia demitir-se agora. Imagino que na posição solitária e combativa em que está isto lhe pareça desleal da parte de alguém que sempre apoiou e ajudou de tantas maneiras ao longo dos anos. Mas creio que serviria mal o Presidente que sempre respeitei e cuja família carinho se neste momento não fosse totalmente não fosse verdadeiro consigo”.

Quando era presidente do Comité Nacional Republicano, dirigindo-se ao Presidente Richard Nixon, pouco antes deste se demitir na sequência do escândalo Watergate 

“O meu adversário não afasta a hipótese de aumentar os impostos. Eu afasto. E o Congresso vai-me pressionar para aumentar os impostos, e eu vou dizer não e eles vão continuar a pressionar. E eu direi: Read my lips (leiam os meus lábios). Não haverá mais impostos”.

18 de Agosto de 1988, quando se tornou candidato do Partido Republicano à presidência; o Congresso de maioria democrata aprovou os aumentos

“Olhem para o coração da Europa, para Berlim, e vejam como a verdade brilha com mais intensidade a cada dia que passa: o procura da liberdade é mais forte que o aço, mais permanente que o betão”

Novembro de 1989, quando o Muro de Berlim era derrubado

“Não gosto de bróculos, não gosto desde que era pequenino e a minha mãe me obrigava a comê-los. E sou Presidente dos Estados Unidos e nunca mais como bróculos”.

22 de Março de 1990

“Há cinco meses, Saddam Hussein começou uma guerra cruel contra o Kuwait. Esta noite, unimo-nos em batalha. O nosso objectivo não é conquistar o Iraque. É libertar o Kuwait".

17 de Janeiro 1991, no início da Primeira Guerra do Golfo

“O facto dele ser negro, de ser de uma minoria, não importa aqui. Ele é o mais qualificado para o lugar”.

Julho de 1991, ao nomear o juiz Clarence Thomas para o Supremo Tribunal

“O meu plano é continuar a contribuir, não em primeiro plano, certamente sem chamar a atenção”.

Janeiro de 1993, quando deixou a Casa Branca

“Aos que dizem que já não precisamos da CIA respondo que estão malucos. Aos que defendem o desmantelamento da CIA, ou que seja subordinada a um qualquer departamento... também estão malucos. E aos que dizem que o direito ao conhecimento prevalece perante a legítima classificação de documentos ou perante a protecção do nosso maior bem, que são os nossos cidadãos, digo o mesmo. Estão malucos”.

17 de Setembro 1997, na cerimónia dos 50 anos da CIA

“Apesar de ser tentado a dizer algumas palavras de encorajamento ao meu rapaz, vou seguir as palavras imortais de Dana Carvey: ‘Não o faças. Não é prudente’”.

Numa reunião de apoio à candidatura de George W. Bush à presidência, no início de 2000, citando o humorista do programa Saturday Night Live

“Aprendi mais com Ronald Reagan do que com qualquer outra pessoa que conheci em todos os meus anos de serviço público”.

11 de Junho 2004, no funeral do antigo Presidente

“Entre todas as pessoas possíveis, quem diria que ia acabar a trabalhar com Bill Clinton? Trabalhar com ele fora da política tem sido uma experiência muito ilucidativa e agradável.

25 de Outubro de 2005, sobre o trabalho com o adversário que o derrotou nas presidenciais de 1992 no apoio às vítimas do tsunami na Ásia e do furacão Katrina

“Caro Bill, há momentos, quando entrei nesta sala, tive o mesmo sentimento de respeito e maravilhamento que senti há quatro anos. Tenho a certeza que vai sentir o mesmo. Vai passar por tempos muito difíceis, agravados por críticas que vai pensar que são injustas. Não sou a melhor pessoa para dar conselhos, mas não deixe que as críticas o desencoragem ou que o afastem do seu rumo”.

Carta que deixou na Sala Oval a Bill Clinton