Já se pode votar na Árvore Portuguesa de 2019

Ao todo, estão em competição dez árvores portuguesas dos 90 aos 3350 anos e com muitas histórias.

Azinheira Secular do Monte do Barbeiro em Alcaria Ruiva (Mértola)
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Azinheira Secular do Monte do Barbeiro em Alcaria Ruiva (Mértola) Nuno Sequeira

Está aberta a votação para eleger a Árvore Portuguesa de 2019. A árvore escolhida representará Portugal no concurso Árvore Europeia do Ano. A votação online começou esta terça-feira e terminará daqui a uma semana (20 de Novembro). É a primeira vez que se faz uma votação online para eleger a Árvore Portuguesa do Ano.

Ao todo, a escolha será feita entre dez árvores que já tinham sido seleccionadas (entre 29 candidaturas) por um júri composto por Ana Luísa Soares (arquitecta paisagista), António Bagão Félix (economista), Nuno Mendes Calado (engenheiro florestal), Paulo Tenreiro (agrónomo) e Rui Queirós (engenheiro silvicultor).

Diversidade não falta neste concurso. Há uma aroeira, uma azinheira, carvalhos, um sobreiro, uma oliveira, um plátano, uma tuia-gigante, um zambujeiro e até um dragoeiro. Estas árvores estendem-se pelo país continental, indo do Norte, passando por Lisboa e chegando ao Alentejo. Além disso, é também um concurso para todas as idades: dos 90 aos 3350 anos.

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Plátano do Rossio em Portalegre João Martins/Mário Novais

No site da competição, há também uma pequena história sobre cada árvore, a informação sobre quem a levou ao concurso ou as coordenadas da sua localização. Cada pessoa pode escolher duas árvores. E aquela que tiver mais votos conhecida a 21 de Novembro. Depois, em Fevereiro, representará a árvore no concurso a nível europeu.

“O concurso Árvore [Europeia] do Ano valoriza os critérios biológicos, estéticos, dimensionais e históricos ou culturais associados às árvores, realçando a ligação emocional que as pessoas e as comunidades mantêm com as árvores, bem como a sua importância para o património natural e cultural da Europa”, lê-se num comunicado da UNAC – União da Floresta Mediterrânea, que organiza o concurso nacional e que tem o apoio do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

A eleita daqui a uma semana vai tentar igualar o Sobreiro Assobiador da aldeia de Águas de Moura, no concelho de Palmela, que foi escolhido como a Árvore Europeia de 2018. Este passado – que foi o ano zero para Portugal no concurso europeu – coube à UNAC escolher este sobreiro como representante do país.