Pedro Nuno Santos: "No PS, só me falta isso", ser secretário-geral

Em entrevista à Antena 1, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares defendeu que a actuação do Governo melhorou com a participação dos parceiros.

Pedro Nuno Santos entregou uma moção ao congresso
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Pedro Nuno Santos entregou uma moção ao congresso Nuno Ferreira Santos

A uma semana do 22º Congresso do PS, Pedro Nuno Santos rejeitou categoricamente este sábado, em entrevista à Antena 1, uniões com o PSD e com o CDS e defendeu que só com a esquerda o Governo conseguirá melhorar a vida das pessoas. Mais, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares assumiu que a actuação do executivo melhorou com o contributo dos parceiros.

"A participação dos nossos parceiros melhorou a nossa (do Governo) acção. Não tenho sobre isso dúvida nenhuma", disse Pedro Nuno Santos. "Nós só podemos dar respostas a estas massas populares com o PCP e com o BE. Não é com o PSD e com o CDS, nunca será", acrescentou.

Foi por isso que só defendeu eventuais futuros acordos de Governo à esquerda e foi por isso que sentiu agrado ao ouvir Jerónimo de Sousa falar de uma outra forma de geringonça depois de 2019. "O importante nisto é a disponibilidade", sublinhou. "A democracia tem a ganhar com projectos claros e não coisas que se confundam".

Foi neste contexto que Pedro Nuno Santos, que apresentou uma moção ao congresso do partido, acabou por dizer a Maria Flor Pedroso a frase da entrevista. "No PS, só me falta isso", ser secretário-geral.

Sem ousar assumir que o Orçamento do Estado para 2019 já passou, mas estando certo que é a vontade de todos, Pedro Nuno Santos explicou também a ameaça de António Costa de que se demitiria em caso de chumbo. Na verdade, disse, a declaração do primeiro-ministro não foi um "encostar a esquerda à parede", garantiu, foi uma forma de dizer só conta com a esquerda para viabilizar o último orçamento da legislatura. "Foi uma clarificação muito importante.

Nesta entrevista, Pedro Nuno Santos pronunciou-se sobre José Sócrates pela primeira vez, para dizer que não quer engrossar a lista dos que falam sobre o assunto. "Não quero acrescentar o meu nome a esse debate e não acho nada que o Congresso vá ser sobre isso (Sócrates e Pinho)". 

Já em matéria de corrupção, o secretário de Estado assumiu que o problema está na "mistura entre o Estado e o privado" e argumentou que a direita se aproveitou "para atacar quem à esquerda defende um papel relevante por parte do Estado, quando na realidade o risco de corrupção aumenta quando se esbate a fronteira entre o Estado e o privado".