Entre Vila Real de Santo António e Olhão “há mais buracos do que alcatrão”

No início do Verão, a empresa Infra-estruturas de Portugal lança uma operação “tapa-buracos” para disfarçar o estado calamitoso da via.

O problema do mau estado da via dura já há vários anos
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O problema do mau estado da via dura já há vários anos Vasco Celio/ARQUIVO

A partir desta sexta-feira, a circulação na EN125 faz-se com aviso prévio: “Atenção, daqui para a frente, há mais buracos do que alcatrão. Tenha muito cuidado”. Este é um dos seis cartazes, afixados à beira da estrada, chamando a atenção para o mau estado da via. O anúncio foi colocado na saída da rotunda da Aldeia Nova - Vila Real de Santo António.

 A iniciativa partiu dos autarcas e do Movimento de Cidadania- Utentes da EN125, em luta para que as velhas promessas de requalificação da estrada sejam cumpridas. “Não nos enganem mais”, apela a presidente da câmara de Vila Real de Santo António, Conceição Cabrita.

No dia  1 de Abril deu entrada na Assembleia da Republica uma petição com 7133 assinaturas, a pedir a “requalificação rápida e urgente da EN125”. Em particular no troço de 38 quilómetros, entre Olhão e Vila Real de Santo António. Para que o assunto fosse discutido em plenário, exigia-se apenas quatro mil assinaturas. Porém, antes que o assunto suba a plenário, a comissão de utentes e os quatro presidentes de câmara na área do troço mais critico – Vila Real de Santo António, Castro Marim, Tavira e Olhão, vão ser ouvidos em audiência prévia.

“Não estamos satisfeitos”, diz Hugo Pena, da comissão de utentes, lembrando que as obras que o Governo anunciou, no valor de 250 a 300 mil euros não passam de “tapa-buracos, ou de uma operação de maquilhagem”. Contas feitas, diz, não serão mais do que seis mil euros por quilómetro. Além disso, critica, os “tapa-buracos” vão decorrer de 15 de Maio a 30 de Junho: “Os problemas de circulação vão agravar-se, à entrada do Verão” alerta.

O Ministro do Planeamento e Infra-estruturas, Pedro Marques, tinha anunciado que as obras de requalificação estruturantes, estavam pendentes do visto do Tribunal de Contas (TC). Porém, o processo só entrou no TC em Outubro de 201. A empresa Infra-estruturas de Portugal tem pendentes, desde o dia 28 de Março, 60 perguntas para responder. O investimento de fundo na EN 125 está previsto para o próximo ano.