Quantas bases científicas da Europa há nos pólos?

Criada uma base de dados com as infra-estruturas europeias na Antárctida e no Árctico.

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Gonçalo Vieira numa das suas campanhas na Antárctida Nuno Ferreira Santos

A partir de agora há uma base de dados acessível a todos sobre as bases científicas que a Europa tem na Antárctida e no Árctico. Criada pelo European Polar Board e pelo consórcio europeu PolarNet, estão compiladas 65 estações científicas, bem como os navios e aviões disponíveis para investigação nas zonas polares. Liderado por Gonçalo Vieira (da Universidade de Lisboa) e Yves Frenot (do Instituto Polar Francês Paul-Émile Victor), este inventário das capacidades logísticas da Europa nas regiões polares e do que se pode fazer com elas pretende ser uma fonte de informação valiosa para apoiar o planeamento da investigação no terreno.

“É a primeira vez que se compila para ambos os pólos a nível europeu uma base de dados pesquisáveis e com SIG Web e que, além disso, é facilmente actualizável”, diz Gonçalo Vieira, acrescentando que, por ora, ficaram de fora alguns países europeus, como a Rússia, Ucrânia e Bielorrússia. “O objectivo é gerir melhor as infra-estruturas polares europeias e aproveitar melhor os recursos. É também uma boa forma de mostrar ao público em geral o que existe.”