Niki Lauda vende empresa de aviação à Ryanair

Ex-campeão de F1 tinha assegurado em Janeiro a compra da Niki após a falência da Air Berlin. Agora vai vender 75% da empresa à Ryanair, que tinha estado fora da corrida.

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Niki Lauda criou a empresa em 2003, a partir do que era até então a Aero Lloyd REUTERS/Leonhard Foeger

Cerca de dois meses depois de ter ganho o processo de compra da Niki, na sequência da falência de Air Berlin, o ex-campeão de F1 negociou agora a venda de 75% da companhia área à Ryanair.

Segundo o comunicado emitido esta terça-feira pela empresa irlandesa, o acordo com Niki Lauda envolve a compra inicial de 24,9% do capital da LaudaMotion (novo nome da transportadora área com base em Viena, Áustria). Depois, a Ryanair irá controlar a empresa de aviação, com 75%, num processo que precisa de ter o aval do organismo da concorrência europeu.

A aquisição dos 75%, diz a Ryanair, implica um investimento que se estima inferior a 50 milhões de euros, mas serão aplicados outros 50 milhões para o arranque da empresa e custos operacionais.

O objectivo, com o reforço da frota, é o de ter lucros após três anos, com voos regulares e operações charter a partir da Alemanha, Áustria e Suíça, tendo como principais destinos zonas do Mediterrâneo ligadas ao lazer (como o Sul de Espanha ou o Algarve).

De acordo com o comunicado, Niki Lauda vai ficar à frente do conselho de administração da empresa, que vem assim dar maior dimensão à Ryanair. Esta transportadora aérea tem estado fora das operações de concentração do sector – a Lufthansa ganhou a maior parte dos activos da Air Berlin, e a Ryanair acabou por desistir da Alitalia, cujo processo de venda ainda está em curso.

Em Janeiro, Niki Lauda tinha conseguido ficar com a Niki, empresa que criara, deixando para trás um dos maiores grupos do sector, a IAG (dona da British Airways e da Iberia). O valor do negócio não foi revelado, mas a IAG, que pouco antes se posicionara como vencedora, previa desembolsar 20 milhões de euros.

A Niki surgiu em 2003 pelas mãos do ex-piloto a partir do que era até então a Aero Lloyd. Lauda deixou de ser seu accionista em 2011, após a ligação da empresa com a Air Berlin.