Costa afasta "Bloco Central" e recusa dizer quem prefere a liderar PSD

"Já chega eles [Pedro Santana Lopes e Rui Rio] discutirem qual deles me prefere a mim. Não vou interferir de forma nenhuma no congresso do PSD", respondeu o líder dos socialistas.

Nelson Garrido
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Nelson Garrido

O secretário-geral do PS afastou neste sábado eventuais soluções de Governo de "Bloco Central" em Portugal, alegando que o actual executivo tem alcançado "bons resultados", e recusou-se a pronunciar-se sobre quem prefere na liderança do PSD.

Palavras que foram proferidas por António Costa antes da reunião da Comissão Nacional do PS, depois de ter sido interrogado se prefere Rui Rio ou Pedro Santana Lopes na presidência do PSD.

"Já chega eles [Pedro Santana Lopes e Rui Rio] discutirem qual deles me prefere a mim. Não vou interferir de forma nenhuma no congresso do PSD", respondeu o líder dos socialistas.

Questionado se, tal como na Alemanha, também em Portugal os dois maiores partidos portugueses, PSD e PS, podem, a prazo, entender-se para a formação de um Governo, António Costa considerou esse tema "sem sentido", colocando antes a questão portuguesa numa dialéctica entre esquerda e direita.

"Não faz sentido, porque temos uma solução de Governo para quatro anos, que, felizmente, tem provado muito bem e assegurou ao país estabilidade, mas estabilidade na mudança. O país estava saturado da política seguida pelo Governo PSD/CDS, que teve desastrosos resultados económicos, sobretudo na destruição de emprego, na esperança e na confiança dos portugueses", criticou depois.

Nos últimos dois anos, segundo António Costa, o actual Governo socialista tem "conseguido reconstruir essa esperança e essa confiança" dos portugueses.

"Cumprimos todos os compromissos estabelecidos com os portugueses, os compromissos no quadro da maioria parlamentar e os compromissos com a União Europeia", acrescentou.

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