Fechadura da Amazon permite que encomendas sejam entregues dentro de casa

Funcionários podem abrir a porta sem qualquer intervenção do cliente.

Dos armazéns até casa do cliente, a Amazon quer acelerar o processo
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Dos armazéns até casa do cliente, a Amazon quer acelerar o processo de entrega das compras Reuters/Pascal Rossignol

A Amazon quer passar a deixar as encomendas em casa dos clientes. Literalmente dentro de casa.

A empresa está a vender uma fechadura inteligente que funciona ligada a uma câmara e que permite aos utilizadores, através de uma aplicação, ver quem está à porta e abri-la. Também é possível criar códigos temporários para que, por exemplo, serviços de limpeza possam entrar. Mas os funcionários de entrega da Amazon poderão usar a aplicação para abrir a porta e depositar a encomenda, sem que seja necessária qualquer intervenção do cliente.

O sistema, chamado Amazon Key, está disponível apenas nos EUA, onde é um exclusivo para os clientes do programa Amazon Prime, que pagam uma assinatura para terem acesso a entregas mais rápidas e a conteúdos como música, filmes e programas televisivos. Custa 250 dólares e a empresa oferece a instalação. A câmara pode ser comprada isoladamente e usada como um sistema de monitorização doméstico, juntando-se assim às várias colunas inteligentes que a Amazon tem vindo a pôr dentro das casas dos utilizadores e que funcionam como assistentes pessoais.

O Amazon Key pode ser usado para facilitar o acesso a todo o tipo de serviços, mas o objectivo é que as entregas de encomendas da Amazon sejam mais eficazes. Quando chegam à morada indicada, os funcionários poderão destrancar a fechadura inteligente. O sistema verifica se se trata da pessoa e da encomenda certas para aquela casa. O cliente é notificado de que a entrega está a ser feita e pode acompanhar o processo através da câmara ou ver o vídeo mais tarde. O funcionário só poderá seguir para a próxima entrega quando tiver fechado a porta e trancado a fechadura.

A empresa, que tem vindo a experimentar formas de acelerar o processo de entregas, garantiu que não se trata de um teste. “Para nós, isto não é uma experiência”, afirmou à agência Reuters o vice-presidente responsável pela tecnologia de entregas, Peter Larsen. “A partir de agora, é uma parte central da experiência de compra da Amazon.”

A Amazon é conhecida por recorrer a várias tecnologias para acelerar as entregas e fazer com que o processo de compra fique mais próximo dos desejos de gratificação rápida que motivam parte das vendas online.

Alguns armazéns da empresa têm robôs que transportam as prateleiras onde os produtos estão guardados, entregando-os aos funcionários responsáveis por embalá-los. Investigações jornalísticas (entre as quais um documentário da BBC) já narraram as duras condições de trabalho nestes locais, incluindo um controlo rigoroso dos tempos de cada tarefa. Este tipo de situações levou a greves e outros protestos em alguns países. A Amazon tem também feito algumas experiências com entregas através de drones, embora este método não esteja disponível para os clientes.