Reclamações à Anacom sobem 17% até Junho

A Autoridade Nacional de Comunicações recebeu 37,3 mil reclamações no primeiro semestre do ano, mais 17% do que no período homólogo de 2016.

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A “venda do serviço” e o “cancelamento do serviço” estão entre os assuntos mais reclamados (14,8% e 13,8% das reclamações) Margarida Basto

Em comunicado emitido esta quarta-feira, a Anacom refere que, do total de reclamações, a maior parte (30,5 mil) correspondem a comunicações electrónicas, o que representa mais 13,5% do que no mesmo semestre do ano anterior.

Nos primeiros seis meses do ano, "a Meo foi o operador mais reclamado, sendo responsável por 38,5% das reclamações recebidas pela Anacom", adianta o regulador, acrescentando que a Nos segue em segundo lugar, "com 36,2%", enquanto a Vodafone Portugal reúne quase um quinto das mesmas (19,6%). Já a Nowo registou 4,2% das reclamações.

"Em todos os casos, a 'venda do serviço' e o 'cancelamento do serviço' estão entre os assuntos mais reclamados, representando 14,8% e 13,8% das reclamações, respectivamente", refere a Anacom.

A “alteração das condições contratuais pelo operador”, que representa 7,3% das reclamações, foi outro dos assuntos cujas reclamações mais subiram (mais 58,5%).

O regulador adianta que os serviços em pacote foram a oferta mais reclamada entre Janeiro e Junho, representando 28,4% das reclamações, seguido do serviço telefónico móvel, com 24,9%.

"Além de registarem o maior volume de reclamações, os pacotes de serviços apresentavam também a maior taxa de reclamações (2,4 reclamações por mil clientes), e a única que se encontrava acima da média (2,1 reclamações por mil clientes)", refere.

A Nowo (antiga Oni) e a Nos (operadora que resultou da fusão da Optimus com a Zon) "registaram taxas de reclamações superiores à média no período em análise, 6,1 e três reclamações por mil clientes, respectivamente; seguindo-se a Meo, com 1,9 reclamações; e a Vodafone, com 1,4 reclamações por mil clientes".

Entre os restantes operadores de maior dimensão, "a NOS foi o único prestador que viu a sua taxa de reclamações diminuir face ao semestre homólogo".

No semestre, "registaram-se 5.435 reclamações sobre serviços postais, 14,6% do total de reclamações recebido pela Anacom, mais 26,5% face ao período homólogo".

O regulador adianta que os CTT são o prestador dos serviços postais mais reclamado, com 92% das reclamações, seguidos dos CTT Expresso, com 4,5%.

"Cerca de 45% das reclamações registadas no primeiro semestre estão associadas a problemas na distribuição de envios postais. Os assuntos mais reclamados foram o 'atendimento' (22,6%), o 'extravio/atraso significativo' (14,6%) e a 'falta de tentativa de entrega ao destinatário' (12%)", aponta.

As reclamações sobre os serviços da sociedade da informação [subscrição de serviços ou conteúdos digitais pela Internet], apesar de representarem apenas 3% do total, têm registado um aumento muito expressivo, subindo de 386 em 2016 para 1.129 reclamações no primeiro semestre deste ano.