“Há o dever moral e cívico de fazer uma análise sobre o que se está a passar”, diz Presidente

Marcelo publicou uma nota no site da Presidência a dizer que está a acompanhar a evolução dos incêndios e entrou em directo na SIC Notícias para dizer que “há o dever moral e cívico de fazer uma análise sobre o que se está a passar”.

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Enric Vives-Rubio

O “Presidente da República acompanha a evolução dos incêndios”. É este o título da nota que Marcelo Rebelo de Sousa fez publicar este domingo à noite, já depois de conhecida a existência de vítimas mortais nos fogos florestais na zona Centro.

“O Presidente da República manifesta a sua solidariedade às populações e aos autarcas por todo o Continente, agradece o seu sacrifício, bem como dos Bombeiros e demais estruturas da Proteção Civil no combate aos fogos e exprime o seu profundo pesar aos familiares das vítimas”, lê-se na nota.

Naquele que foi “o pior dia do ano” no que respeita aos fogos segundo Patrícia Gaspar, adjunta de operações nacional da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), Marcelo Rebelo de Sousa sinaliza assim a sua preocupação com as populações, a estrutura de combate e as vítimas dos incêndios, aumentando a pressão sobre o Governo que tornou bastante evidente quando foi revelado o relatório da Comissão Independente nomeada para investigar o grande fogo de 17 de Junho na zona de Pedrógão Grande.

Pouco antes da uma da manhã, o Presidente da República entrou em directo na SIC Notícias para dizer que “há o dever moral e cívico de fazer uma análise sobre o que se está a passar”.

“Eu espero que, neste momento, a grande palavra seja a solidariedade e a continuação do combate aos fogos, mas depois, do mesmo modo que se retiraram – espero que se retirem – algumas conclusões da tragédia de Pedrógão, do mesmo modo que se analise aquilo que foi todo este ano […] e se analise, para além dos factores estruturais, como é que pode ser explicado todo este cenário para a qual, muitos de nós, não têm ainda uma resposta imediata”, disse.

Na véspera, em Pedrógão Grande, na primeira declaração sobre o relatório sobre os fogos de Junho, Marcelo já dissera que "não há tempo a perder, ou melhor, já perdemos todos tempo de mais". Nessa intervenção, em que pediu respostas para urgentes para os danos daquele grande incêndio, deixou um deixou ainda um apelo "à coragem de aproveitarmos por uma vez uma tragédia para mudarmos de vida e rompermos com aquilo que estrutural esteve mal, não minimizando o que correu mal, não tentando fazer de conta que ela foi o que foi, antes mobilizando tudo e todos, mas mesmo todos".