Bitcoin atinge novo recorde acima dos cinco mil dólares

A subida tem sido volátil, mas o aumento da regulação por parte da China e da Rússia não deteve os investidores.

A 1 de Janeiro o valor da bitcoin era de 997 dólares
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A 1 de Janeiro o valor da bitcoin era de 997 dólares Reuters/BENOIT TESSIER

A bitcoin atingiu um novo recorde: nesta quinta-feira, o valor da divisa digital mais conhecida do mundo subiu acima dos cinco mil dólares (cerca de 4400 mil euros). É uma subida de mais de 400% desde o início do ano – a 1 de Janeiro a bitcoin valia cerca de 997 dólares –, mas a ascensão tem sido volátil. O mês de Setembro é exemplo disso.

Depois de atingir um pico em Agosto – com valores a tocar nos cinco mil dólares – o valor da bitcoin caiu 32% para perto dos 3200 dólares (2700 euros). Por detrás estavam a ordem do governo chinês para o encerramento dos serviços de transacção de bitcoins no país e as críticas do presidente do banco norte-americano JP Morgan, que descreveu a divisa como "uma fraude" apenas útil a "traficantes de droga, assassinos e criminosos".

Agora, a tendência muda novamente: o valor da divisa já subiu mais de 60% desde a pior queda em meados de Setembro e continua a aumentar. Mesmo depois de o banco central da Rússia dizer que vai bloquear o acesso a sites que oferecem transacções de divisas virtuais e de a Coreia do Sul proibir a angariação de financiamento através do lançamento destas divisas (um método popular entre startups tecnológicas à procura de financiamento rápido).

Apesar de ser vista como uma ameaça por muitas instituições financeiras (que descrevem a falta de regulamentação como uma oportunidade para métodos de lavagem de dinheiro), também começam a surgir apoios.

A Índia e a Suécia estão a pensar em lançar as suas próprias criptomoedas, e já há países a regular o uso da bitcoin. No final de Setembro, o Japão publicou um documento a oficializar todas as transacções com esta tecnologia. A proposta do Governo japonês impõe vários requerimentos às empresas de transacções de moedas digitais, como a verificação da identidade dos utilizadores, para prevenir lavagem de dinheiro. O objectivo é proteger os investidores de fraudes, e apoiar a inovação tecnológica, ao impedir que as moedas digitais continuassem a funcionar num mercado sem regulação.