Cientistas precários vão reclamar carreiras em frente ao Parlamento

Contratos de cinco anos da Fundação para a Ciência e a Tecnologia estão a chegar ao fim.

Maria João Gala
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Maria João Gala

Investigadores científicos manifestam-se amanhã, quarta-feira, a partir das 10h em frente à escadaria à Assembleia da República, em Lisboa, onde vão ser recebidos em comissão parlamentar, e às 17h em frente da Biblioteca Almeida Garrett, no Palácio de Cristal, no Porto, reclamando o fim da precariedade de décadas, em alguns casos.

Susana Araújo, da Universidade de Lisboa, disse à agência Lusa que se trata de profissionais com trabalho reconhecido por júris internacionais, que coordenam grupos de investigação e que estão a ver chegar ao fim contratos de cinco anos da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Vão pedir à Comissão Parlamentar de Ciência, que destacou um deputado para os receber, a integração no programa de regularização de precários da Função Pública, que querem ver alterado para poder manter a sua posição.

Susana Araújo afirmou que, nos termos em que corre, esse programa prevê que se volte à primeira posição na carreira, um risco que os investigadores admitem correr em troca de conseguir ter uma carreira e não uma sucessão de contratos a termo certo.

“Uma verdadeira carreira de investigação científica” é o objectivo final destes investigadores doutorados, que não estão a conseguir entrar nas universidades, que preferem integrar pessoas em listas de espera internas

Dos mais de 800 investigadores com concursos dos programas da FCT de 2012 e 2013, 246 assinaram um manifesto pela regulação do emprego científico. Metade dos que assinaram o documento tem vivido de contrato em contrato há mais de dez anos.

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