Mais quase 10 mil estudantes conseguiram um lugar no ensino superior

A 2.ª fase de colocações nas universidades e politécnicos públicos é conhecida nesta quinta-feira. Confirma-se subida pelo quarto ano consecutivo. Ainda há mais de 200 cursos com vagas disponíveis.

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Para a 3.ª fase — cujas candidaturas decorrem entre 5 e 9 de Outubro — cada instituição superior decide, para cada curso, se abre ou não novas vagas Adriano Miranda

Os resultados das colocações na 2.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior são divulgados nesta quinta-feira. E mostram que há mais 9831 estudantes a encontrar lugar numa licenciatura ou mestrado integrado, o que significa um aumento de 2,6% em relação ao que se passou em 2016, nesta mesma fase.

O total de novos alunos nas universidades e politécnicos chega assim, para já, aos 47.173. Na 1.ª fase, cujos resultados foram conhecidos a 10 de Setembro, tinham sido colocados 44.923 estudantes — o número é superior ao divulgado inicialmente porque, entretanto, houve nove reclamações que foram diferidas —, fazendo deste o ano mais concorrido no acesso ao superior desde 2010.

A tendência de crescimento já verificada na 1.ª fase é pois confirmada nesta 2.ª. Dos 9831 alunos que ficaram em condições de se inscreverem nas universidades e politécnicos, a partir desta quinta-feira, 40% foram colocados no curso e instituição que tinham assinalado como a sua 1.ª opção.

Ao contrário do que aconteceu na 1.ª fase, o crescimento no número de colocados foi maior nas universidades (5157 novos estudantes, mais 3% do que em igual período do ano passado). Os 4674 que entraram no ensino politécnico público representam um acréscimo de 2% em relação à mesma fase de 2016.

No total tinham-se candidatado 19.135 alunos a esta 2.ª fase, a maioria dos quais (6346) já tinham sido colocados na 1.ª. Se agora entraram, podem mudar de formação, caso o pretendam. Outros 5939 candidatos não tinham participado na fase anterior.

Há também alunos que se candidataram à 2.ª fase e não foram bem sucedidos — cerca de 9300. Mas não é possível saber, pelos dados fornecidos pelo Ministério da Ciência e do Ensino Superior, quantos de facto ficam de fora do sistema este ano e quantos já tinha entrado na 1.ª fase e estavam apenas a tentar mudar.

Vagas por ocupar

Certo é que no final da 2.ª fase ficam ainda por ocupar 4009 vagas, num total de 223 cursos.

As seis formações com maior número de vagas sobrantes nas listas divulgada pelo ministério são todas do Instituto Politécnico de Bragança (Engenharia de Energias Renováveis, Enfermagem Veterinária, Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, Gestão de Negócios Internacionais, Engenharia Agronómica e Informática de Gestão).

Para a 3.ª fase — cujas candidaturas decorrem entre 5 e 9 de Outubro — cada instituição superior decide, para cada curso, se abre ou não novas vagas.

Caso o faça, fixará o número de lugares, que nunca pode ser superior às vagas sobrantes da 2.ª fase acrescidas das que tiveram alunos colocados que acabem por não concretizar a respectiva matrícula.

O concurso nacional de acesso é a via de entrada para cerca de dois terços dos estudantes que entram no ensino superior público. A estes alunos juntam-se ainda os que vêm das restantes vias de ingresso, como os concursos especiais, bem como os dos cursos técnicos. Contabilizando todas estas vias de acesso, o Governo antecipa que, neste ano lectivo, entrem 73 mil novos estudantes.

Os resultados desta fase do concurso são divulgados na Internet, podendo ainda ser consultados através da aplicação ES Acesso, disponível nas plataformas iOS5 e Android6.