Um caderno sem fim que vai ao microondas (e outros gadgets para as aulas)

Há mais que tablets e computadores para o regresso às aulas: cadernos (com argolas) infinitos, canetas que gravam as aulas, e telemóveis de pulso sem ecrãs a distrair.

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Já não é preciso teclar para ter os apontamentos todos no computador Rui Gaudencio
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O Rocketbook Everlast parece um caderno normal (tem capa dura, cerca de 80 páginas e uma espiral com argolas), mas ao passar com o smartphone por cima das páginas estas são imediatamente enviadas para locais especifícos na Internet (por exemplo, o email, os documentos do Google, ou o Dropbox). As páginas apagam-se quando o caderno vai ao microondas. Rocketbook
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A caneta premium da Livescribe (de 36 gramas) regista tudo o que os utilizadores dizem, ouvem e escrevem e junta, automaticamente, os apontamentos (áudio e escritos) num formato digital. Livescribe
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A OTM Tech desenvolveu uma caneta stylus – chamada Phree – que escreve em quase qualquer superfície (desde mesas, papel, mãos, fatias de pão seco) e passa os apontamentos imediatamente para computador. OTM Tech
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O primeiro telemóvel pode ser uma pulseira. Sem ecrã. A Tinitell é uma sugestão, segura, para os mais novos, que vem sem distracções. Além de receber chamadas e ligar a números pré-programados, vem com um GPS integrado (para os pais manterem um olho na localização da criança). Tinitell

No que toca a tecnologia, há muito mais que tablets e computadores para o regresso às aulas. Para quem gosta de escrever à mão em vez de teclar, há cadernos e canetas que incorporam (muito discretamente) tecnologia para transferir informação automaticamente para o computador e facilitar o estudo. Como não gastam papel, também são amigos do ambiente. 

Eis a história destes e outros projectos:

Apontamentos intermináveis

À primeira vista, o Rocketbook Everlast parece um caderno normal (tem capa dura, cerca de 80 páginas e uma espiral com argolas), mas ao passar com o smartphone por cima das páginas estas são imediatamente enviadas para locais especifícos na Internet (por exemplo, o email, os documentos do Google, ou o Dropbox). Basta fazer uma cruz com a caneta num dos ícones impressos nas páginas para definir o destino. 

Cada página vem com um código específico (um QR code) que permite ao smartphone ler o número da página. Ou seja, independentemente da forma com que o utilizador passa o telemóvel pelo caderno, as páginas aparecem sempre na ordem correcta no computador. A margem preta das páginas ajuda o telemóvel a captar imagens sem incluir elementos de fundo. A nitidez e cor das imagens também é imediatamente corrigida pela aplicação móvel do caderno, caso necessário.

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O caderno também é reutilizável Rocketbook

O caderno foi criado quando o fundador da Rocketbook se esqueceu do portátil para uma reunião, e percebeu que daria imenso jeito ter um bloco de notas que transferisse logo os apontamentos, ordenados, para um suporte digital.

O caderno também é reutilizável: a caneta que vem com o caderno (da marca Frixion Ball) tem uma tinta que se elimina com o calor, com a equipa do Rocketbook a recomendar que se ponha o caderno no microondas para o reutilizar quando cheio. A versão para reutilizar cinco vezes custa cerca de 32 euros. A versão infinita custa 38 euros.

As canetas da Frixion Ball (em preto, azul, castanho, verde, laranja, rosa, roxo ou vermelho) também se vendem em Portugal (na secção de material escolar de várias lojas). O preço varia entre os dois e os três euros.

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A empresa está a desenvolver uma versão só para desenhar Rocketbook

A equipa está actualmente a tentar angariar financiamento – via Kickstarter – para um caderno que se apaga e transfere automaticamente as imagens para o computador, e funciona com canetas, tinta, marcadores e lápis de cera. As imagens criadas nesse caderno podem-se transformar em imagens animadas.

Um computador disfarçado de caneta

Para quem quer um modelo mais complexo, há anos que a Livescribe comercializa a Echo. Por cerca de 150 euros, a caneta premium (de 36 gramas) regista tudo o que os utilizadores dizem, ouvem e escrevem e junta, automaticamente, os apontamentos (áudio e escritos) num formato digital.

Como esperado, a caneta tem um cartucho de tinta mas também inclui uma ligação USB, uma bateria, um processador ARM 9, memória interna e uma microcâmara. O modelo mais avançado permite gravar até 800 horas de material.

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Além de tinta, a caneta vem com câmaras, gravadores e entrada USB Livescribe

A característica principal da caneta (transferir apontamentos à mão, automaticamente, para o computador) funciona graças à câmara incluída, a um sensor de pressão e a papel impresso com pequenos pontos. Os pontos mal se vêem a olho nu, mas são detectados pela câmara da caneta. A marca vende conjuntos de quatro cadernos com o papel especial por cerca de 20 euros.

Para quem quer canetas que escrevem em qualquer lugar, a OTM Tech desenvolveu uma caneta stylus – chamada Phree – que escreve em quase qualquer superfície (desde mesas, papel, mãos, fatias de pão seco) e passa os apontamentos imediatamente para computador. A caneta utiliza um sensor óptico que reconhece a escrita manual e transfere-a, via bluetooth, a aparelhos Android ou Windows. Custa cerca de 166 euros.

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Notas escritas à mão passam automaticamente para aparelhos Android e Windows OTM Tech

Além da escrita

O regresso às aulas também é a altura em que muitas crianças começam a pedir aos pais um telemóvel, e a idade com que as crianças recebem o primeiro smartphone é cada vez menor. Mas o primeiro telemóvel pode ser uma pulseira. Sem ecrã. 

A Tinitell é uma sugestão, segura, para os mais novos, que vem sem distracções. Além de receber chamadas e ligar a números pré-programados, vem com um GPS integrado (para os pais manterem um olho na localização da criança). Custa 126 euros. Há também o Safer Kids, um relógio desenvolvido este ano que vem com um botão de "alerta vermelho" de lado, para as crianças chamarem os contactos de emergência (há sete números pré-programados no relógio).

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O primeiro telemóvel das crianças pode ser uma pulseira sem ecrã Tinitell

Se o problema das aulas é acordar cedo, a mascara da Illumy simula o nascer do sol (com painéis que emitem luzes em tons de azul), acompanhado de um alarme suave. Foi mencionada na lista do PÚBLICO sobre aparelhos que também ajudam a dormir melhor. Custa cerca de 125 euros.