Espanha envia três aviões para ajudar no combate aos incêndios em Portugal

Madrid foi até ao momento a única capital a responder à activação do Mecanismo Europeu de Protecção Civil.

O Mecanismo Europeu de Protecção Civil já tinha sido accionado durante o incêndio de Pedrógão Grande
Foto
O Mecanismo Europeu de Protecção Civil já tinha sido accionado durante o incêndio de Pedrógão Grande Daniel Rocha/ARQUIVO

Espanha enviou “três aeronaves e dois módulos terrestres” para ajudar no combate aos incêndios em Portugal depois de ter sido activado o Mecanismo Europeu de Protecção Civil na noite de sábado, confirmou a adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional de Protecção Civil, Patrícia Gaspar, ao PÚBLICO.

“Até agora, foi o único país que respondeu”, adianta, acrescentando que ainda não tem indicação da chegada de apoio de outros países. Isto porque se “vive uma situação semelhante, uma vaga de incêndios em outros países europeus”, explica. Itália também enfrenta por estes dias uma série de incêndios florestais e a Grécia disponibilizou meios à vizinha Albânia. Ainda assim, “o pedido mantém-se”, esclarece a adjunta de operações.

As três aeronaves (um Canadair e “dois aviões médios Air Tractor”), assim como os módulos terrestres, estão em acção no combate ao incêndio no concelho de Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém, um dos mais “preocupantes”, garante Patrícia Gaspar. O fogo que deflagrou na noite de sexta-feira na freguesia do Beco mobilizava este domingo 417 operacionais, apoiados por 131 viaturas e um total de sete aeronaves.

Para além do incêndio em Ferreira do Zêzere, há quatro fogos que estão a ser considerados prioritários pela Protecção Civil: os da Mealhada, Alvaiázere, Coimbra e Castelo Branco.

Na noite de sábado, a ministra da Administração Interna, Constança Urbana de Sousa, referia que a decisão de accionar o Mecanismo Europeu de Protecção Civil tinha sido tomada por “uma questão de prudência”. O mecanismo já tinha sido anteriormente accionado: em Junho, por exemplo, durante o incêndio de Pedrógão Grande e, mais recentemente, por países como França ou Itália.

Não há previsão de até quando permanecerão os meios espanhóis em solo português. Tal dependerá da evolução dos incêndios e das condições meteorológicas. “Este apoio é um encontro de vontades: a nossa necessidade e a disponibilidade deles”, conclui Patrícia Gaspar.