Ensino superior: 1354 alunos receberam complementos às bolsas de estudo

Este ano lectivo houve mais estudantes apoiados com apoios extra: um crescimento de 17%. No próximo ano haverá 1450 bolsas deste tipo.

Foto

O programa Mais Superior, que dá um apoio suplementar a estudantes carenciados no ensino superior, abrangeu, no último ano lectivo, 1354 pessoas. Este número representa um crescimento de 17% no universo de estudantes com apoios suplementares face a 2015/2016.

Os alunos que pretendem regressar a uma formação superior, depois de terem desistido, também passaram a ser apoiados por esta iniciativa, o que não acontecia em anos anteriores. Originalmente o programa Mais Superior destinava-se apenas a cativar estudantes para instituições de ensino do interior do país.

De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pela Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES), foram inicialmente atribuídas, no ano lectivo 2016/17, 1320 novas bolsas ao abrigo deste "novo" Mais Superior. Por causa dos mecanismos de desempate, teve, porém, que ser atribuído um conjunto de bolsas suplementares, elevando para 1354 o número de alunos apoiados.

No início do último ano lectivo, o Ministério da Ciência e Ensino Superior reformou os programas lançados pelo Governo anterior para atrair mais jovens para o ensino superior, uma decisão que incluiu no Mais Superior o então chamado programa Retomar, que se destinava a jovens que tinham deixado de estudar e pretendiam retomar a formação (ou seja, 123 alunos apoiados pelo Retomar em 2015/16 passaram agora para este programa).

A bolsa tem o valor de 1500 euros anuais. As mudanças introduzidas há um ano tornaram elegíveis para o apoio apenas os alunos carenciados e que já beneficiavam de bolsas de acção social (segundo o último balanço feito pela DGES, foram atribuídas no último ano lectivo um total de 71.600 bolsas de acção social). O Mais Superior passou, assim, a funcionar como um complemento. O programa deixou também de destinar-se apenas a estudantes que entravam no ensino superior através do concurso nacional de acesso, passando também a ser elegíveis  estudantes que ingressam através dos concursos locais e dos concursos especiais e os alunos dos cursos técnicos superiores profissionais. Foi igualmente alargado o âmbito territorial do programa, passando a incluir as instituições do Algarve, Açores e Madeira.

Face às várias alterações no Mais Superior, o número total de bolsas activas (novas e renovadas) aumentou de 1730 no ano lectivo 2015/16 para 2883, em 2016/17. O Governo anunciou, entretanto, que no próximo ano estarão disponíveis 1450 bolsas Mais Superior, o maior número de apoios de sempre nestes programas.