Protecção Civil devolve críticas ao MAI

Chefe da Protecção Civil queixa-se de não ter sido avisado dos problemas nos emissores da rede SIRESP. Mas garante que accionou alternativas, falando com... um adjunto do secretário-geral do MAI.

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Adriano Miranda

Depois de ter sido abertamente criticado pela secretaria-geral do MAI, por não ter sido rápido a pedir meios alternativos de comunicação na noite da tragédia em Pedrógão, o presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) enviou uma carta de resposta (agora dirigida ao secretário de estado da Administração Interna) culpando o secretário-geral do Ministério por não ter passado a informação da avaria no posto emissor de Pedrógão, noticia o Expresso.

Na carta que terá sido remetida esta quinta-feira, Joaquim Leitão diz só ter tido a primeira informação a dar conta da queda de três estações às 21h12 desse sábado (a saber, Serra da Lousã, Malhadas e Pampilhosa da Serra). E que só às 23h21 lhes foi dado conta da queda do emissor de Pedrógão "cerca de 4 horas depois", escreve o chefe da ANPC, num parêntises dessa passagem relatada pelo mesmo jornal.

Anote-se que as intermitências neste posto aconteceram desde as 19h38, tendo as comunicações passado a modo local às 21h52. "A questão que se coloca é o motivo para a não comunicação atempada à ANPC desse facto e o porquê de, nessa altura (19h38) não terem sido acionadas as estações móveis para a região afetada", questiona Joaquim Leitão, acrescentando que "ao ter conhecimento às 20h55... que se verificavam falhas nas comunicações SIRESP na zona de Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos, encetou, de imediato, contactos com o senhor Secretário Geral adjunto, Francisco Gomes no sentido de serem mobilizadas as estações móveis para as zonas afetadas, tendo o pedido formal sido enviado às 21h29."

Este dirigente salienta que "a ANPC atuou logo que teve informação no teatro de operações, mesmo antes de ter informação da secretaria-geral da Administração Interna."