Seguranças dos aeroportos fazem greve no próximo fim-de-semana

Paralisação dos trabalhadores da Prosegur e Securitas tem duração prevista de 48 horas e abrange todos os aeroportos do país, incluindo os das regiões autónomas

NUNO FERREIRA SANTOS
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NUNO FERREIRA SANTOS

Os trabalhadores da segurança privada dos aeroportos vão estar em greve no sábado e no domingo, exigindo melhores condições laborais, informou o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) esta segunda-feira, 19 de Junho.

Armando Costa, do Sitava, disse à Lusa que se trata de uma greve de "48 horas corridas" em todos os aeroportos do país, incluindo os dos Açores e os da Madeira, e que "já foi apresentado o pré-aviso de greve".

O protesto dos trabalhadores da Prosegur e da Securitas que garantem a segurança dos aeroportos tem como objectivo exigir a "contratação colectiva", "melhores condições de trabalho" e "uma carreira com dignidade".

O Sitava lamenta que, num contexto de "crescimento exponencial de passageiros", que se traduz num "aumento dos lucros da Vinci, da Prosegur e da Securitas e num aumento de receitas com as taxas de segurança (pagas pelos passageiros)", estas empresas "aproveitem para retirar direitos aos trabalhadores", uma situação que o sindicato considera ser "inaceitável".

"Há quem esteja a ganhar muito dinheiro com o aumento de passageiros nos aeroportos nacionais, mas não são os trabalhadores que zelam pela segurança dos passageiros, pois esses são cada vez mais precários e vivem num contexto cada vez mais difícil", aponta ainda o Sitava, que garante que "tudo fará" para que a segurança nos aeroportos nacionais não fique comprometida.

Em Maio, o Sitava tinha emitido um outro pré-aviso de greve a todo o trabalho extraordinário entre os dias 3 de Junho e 1 de Outubro, depois de uma reunião insatisfatória com a TAP para discutir a proposta entregue em Dezembro de revisão salarial para 2017.