NASA vai lançar a primeira sonda para estudar a atmosfera do Sol

A agência espacial norte-americana anunciou esta terça-feira que o lançamento será já em meados de 2018.

Ilustração da Parker Solar Probe
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Ilustração da Parker Solar Probe Universidade de Johns Hopkins
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Ilustração da Parker Solar Probe Universidade de Johns Hopkins

Chama-se Parker Solar Probe e será a primeira sonda enviada para a atmosfera do Sol já no Verão de 2018 (entre 31 de Julho e 19 de Agosto), do Centro Espacial Kennedy, na Florida, Estados Unidos. A agência espacial norte-americana NASA fez o anúncio esta quarta-feira à tarde na Universidade de Chicago.

“A Parker Solar Probe irá passar a cerca de sete milhões de quilómetros do Sol – o que é quase oito vezes mais próximo do Sol do que a órbita do planeta Mercúrio – e fornecerá pormenores incríveis da dinâmica da atmosfera solar”, disse Jonathan Lunine, director do Centro de Astrofísica e Ciências Planetárias da Universidade de Cornell (EUA) e conselheiro da NASA, citado num comunicado desta universidade.

A sonda é do tamanho de um pequeno carro e irá aproveitar a gravidade de Vénus, em sete voos durante sete anos (até 2025), para depois alcançar a atmosfera do Sol. “A Parker Solar Probe irá navegar tão perto do Sol como os exoplanetas e relação aos seus próprios sóis, dando-nos informações únicas sobre os ambientes desses planetas.”

Existe muita curiosidade sobre os resultados desta missão e Nicola Fox, do projecto Parker Solar Probe, expressa isso, segundo um comunicado da NASA: “Esta sonda está equipada com inovações tecnológicas que poderão resolver muitos dos maiores mistérios sobre a nossa estrela, incluindo descobrir a razão por que a corona do Sol é muito mais quente do que a sua superfície.”

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Ilustração da Parker Solar Probe Universidade de Johns Hopkins

E o nome desta sonda tem uma intenção. Se no início se chamava Solar Probe Plus, depois passou a ter Parker como primeiro nome, em homenagem ao astrofísico Eugene Parker. Este cientista defendia que a matéria a alta velocidade e o magnetismo do Sol estavam constantemente a libertar-se e que isso afectava os planetas do nosso sistema solar. Este fenómeno ficou conhecido como “ventos solares”, e a sua existência já comprovada. Eugene Parker demonstrou assim a interacção que existe entre as estrelas e os seus planetas.

O sítio escolhido para o anúncio também é simbólico, porque a Universidade de Chicago é a instituição norte-americana onde Eugene Parker lecciona como professor emérito. “Sinto-me muito honrado por estar associado a esta missão espacial heróica”, disse Eugene Parker, citado esta quarta-feira pela CNN.

“Pela primeira vez, a NASA tem uma sonda com o nome de uma pessoa viva”, sublinhou Thomas Zurbuchen, administrador da NASA para as missões científicas, no comunicado da NASA. “Tenho a certeza de que vamos ter algumas surpresas. Temos sempre.” 

E esta já não é a primeira vez que uma sonda observa o Sol numa missão especificamente dirigida à nossa estrela. Em 1994, a sonda Ulisses, uma missão conjunta da Agência Espacial Europeia (ESA) e da NASA, visitou o pólo Sul do Sol e, em 1995, foi a vez do pólo Norte do Sol. Em 2000, a Ulisses visitou os dois pólos. Pouco depois, o satélite Soho, da ESA, também começou a estudar o Sol e, desde então, já descobriu mais de 2000 cometas.

Agora é a vez de se dar outro passo ainda mais perto da nossa estrela. 

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