Numa década, Portugal passou de importador de azeite a 4.º exportador mundial

Com a entrada em produção dos novos olivais, sobretudo em Alqueva, estima-se que a produção de azeite possa atingir, até 2020, as 120.000 toneladas.

ENRIC VIVES-RUBIO
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ENRIC VIVES-RUBIO

“O valor global da exportação de azeite em 2016 atingiu os 434 milhões de euros” anunciou em Valpaços, o secretário de Estado da Agricultura, Luís Vieira, na sessão de abertura do Congresso Nacional do Azeite.

Na última década, Portugal quadruplicou a produção de azeite e triplicou o volume de exportações. Estes dados representam “um excedente da balança comercial no valor de 170 milhões de euros em 2016”, salientou o governante, acrescentando que o nosso país passou de “importador líquido, com um deficit de 50 milhões de euros em 2008, para um excedente da balança comercial”.

Em 2016, Portugal passou a ser o sétimo produtor mundial de azeite e o quarto país exportador, “atingindo os 434 milhões de euros” realçou Luís Vieira, frisando que o caminho para alcançar a posição actual de deve “à conjugação de um conjunto de factores que mudaram o panorama do sector”. E destaca as novas áreas de regadio, sobretudo na região de Alqueva, o investimento inovador e qualificado em pomares modernos, e o perfil tecnológico elevado, das estruturas produtivas.

A nova realidade leva o secretário de Estado a acreditar que “a produção de azeite possa atingir, até 2020, as 120.000 toneladas, resultante, em larga medida, da entrada em produção de novos olivais”.

Lembrou ainda que “os instrumentos de política de apoio ao investimento têm tido um papel relevante neste processo”. Entre 2007 e 2014, o PRODER apoiou 4000 projectos de investimentos, que envolveram um montante global de 700 milhões, a que correspondeu um apoio público de 290 milhões de euros.

Os números descritos revelam a evidente de “transformação estrutural da agricultura portuguesa” observa o governante, destacando que, após um período de estagnação, “já foram aprovados 559 projectos de investimento na produção e transformação, que ascendem a 159 milhões de euros, a que corresponde um apoio público de 59 milhões de euros”.