Portugal junta-se aos Estados Unidos e à Europa em Marcha pela Ciência

A marcha de 22 de Abril, que em Lisboa deverá ocorrer entre o Largo do Carmo e o Museu Nacional de História Natural e da Ciência, visa mostrar a solidariedade de Portugal com os investigadores que trabalham nos Estados Unidos.

A Marcha pela Ciência vai acontecer em várias cidades norte-americanas, com réplicas em vários países europeus, como Espanha, França, Itália, e sul-americanos, como o Brasil
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A Marcha pela Ciência vai acontecer em várias cidades norte-americanas, com réplicas em vários países europeus, como Espanha, França, Itália, e sul-americanos, como o Brasil Sandra Ribeiro

Portugal vai juntar-se a outros países europeus e aos Estados Unidos, a 22 de Abril, na Marcha pela Ciência, um movimento à escala global em defesa da ciência, após o novo governo norte-americano de Donald Trump ter ameaçado com cortes a entidades que fazem investigação

A iniciativa em Lisboa, que partiu de um grupo de cientistas que trabalham em Portugal, termina com uma festa de divulgação do trabalho de investigadores, informou a organização à agência Lusa.

Um dos membros do grupo, o neurocientista Gil Costa, do Centro Champalimaud, disse à Lusa que, a 22 de Abril, várias cidades norte-americanas e vários países europeus, como Espanha, França, Itália, e sul-americanos, como o Brasil, vão marchar pela ciência.

Em Lisboa, a marcha, que deverá ocorrer entre o Largo do Carmo e o Museu Nacional de História Natural e da Ciência, visa mostrar a solidariedade de Portugal com os investigadores que trabalham nos Estados Unidos, mas também "desmistificar o papel dos cientistas" e assinalar a importância da ciência para o futuro, justificou Gil Costa.

"A ciência em Portugal é tão ou mais importante para o nosso país como a ciência americana é para os Estados Unidos. O nosso país conseguiu no passado grandes feitos, impulsionado pela exploração e inovação científica. (...) Hoje, está bastante avançado no uso de energias renováveis, por exemplo, por causa da aposta na inovação científica", sustentou.

Segundo a organização da iniciativa em Portugal, "o pensamento crítico, os factos e dados científicos acessíveis publicamente e as discussões potenciadas pela ciência ajudam a construir uma sociedade melhor".

A marcha, em Lisboa, termina com uma Festa da Ciência, um espaço de debate e de divulgação de projectos de investigação científica.

O evento conta com o apoio do cientista e deputado do PS Alexandre Quintanilha, da presidente da Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, Rosalia Vargas, e de vários investigadores.

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