Associação Académica de Aveiro exige que valor cobrado aos caloiros seja devolvido

Conselho de núcleos aprovou, por unanimidade, um voto de condenação à actividade de praxe, realizada na passada semana.

ADRIANO MIRANDA
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ADRIANO MIRANDA

A Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) exige “a devolução integral” do valor angariado, na passada semana, junto dos caloiros que participaram numa actividade de praxe realizada no Rossio, no centro da cidade aveirense – aos alunos do primeiro ano foi pedido o valor de 1,5 euros. Isso mesmo está expresso num “voto de condenação” às “contribuições monetárias em actividades praxistas”, aprovado, na noite deste domingo, num conselho de núcleos extraordinário da AAUAv. Entretanto, e não obstante as várias tentativas do PÚBLICO, a comissão de praxe (que em Aveiro se designa Conselho do Salgado) continua a remeter-se ao silêncio. Esta terça-feira, à noite, a polémica deverá conhecer um novo episódio: está marcada, para as 21h30, uma Assembleia Geral de Alunos Extraordinária.

A ordem de trabalhos da reunião geral, que se espera muito participada, tem como primeiro ponto, precisamente, a discussão da “cobrança de dinheiro nas praxes académicas”, estando também previsto um outro ponto que estará a suscitar alguma divisão no meio académico aveirense, a alteração da data do desfile da semana académica.

Resta, agora, saber se os representantes da comissão de praxe se farão representar na assembleia-geral, que acontece 48 horas depois do conselho de núcleos extraordinário da AAUAv, do qual saiu esse documento no qual “condenam fortemente a contribuição monetária exigida pelo Conselho do Salgado aos novos alunos no decorrer de uma actividade praxista realizada no passado dia 15” - será esta a posição a ser apresentada, esta terça-feira, na assembleia geral.

Neste “voto de condenação”, a AAUAv faz questão de relembrar que o Conselho do Salgado” assinou com, em Março de 2014, um “Memorando de Entendimento” com a “Direcção da AAUAv e a Provedoria do Estudante” onde “se comprometia a não realizar peditórios, taxas, venda de bens ou contribuições monetárias em qualquer actividade praxista no seio da universidade”. Com a actividade do passado dia 15, acusa a associação académica, a comissão de praxe “rompeu por completo o documento assinado perante a presença do Provedor do Estudante”. Perante isto, refere ainda o documento, é exigida “a devolução integral de todo o valor angariado durante a actividade praxista, encerrando definitivamente esta situação que nada dignificou a nossa Academia e que muito prejudicou a imagem daqueles que participam nas diversas actividades praxistas e que não se revêem na cobrança de qualquer tipo de valor monetário aos novos alunos”.