Novas propostas para os emigrantes estão a caminho

Venda do novo banco não impedirá a concretização das soluções que estão a ser preparadas.

Depois de muitas manifestações, lesados começam a acreditar na recuperação de parte do seu dinheiro.
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Depois de muitas manifestações, lesados começam a acreditar na recuperação de parte do seu dinheiro. evr Enric Vives-Rubio

O Novo Banco está a preparar novas propostas para os emigrantes que subscreveram produtos financeiros aos balcões do BES no estrangeiro e que ficaram de fora da primeira solução. O processo chegou a ser mediado pelo Governo, com a participação do consultor Diogo Lacerda Machado, mas está agora confiado ao banco liderado por António Ramalho, que deu garantias de avançar com novas soluções para estes lesados.

Os cerca de dois mil emigrantes que recusaram a proposta feita aos detentores dos produtos Poupança Plus, Top Renda e do Euro Aforro, e que têm realizado várias manifestações em Portugal e no estrangeiro, terão, nos próximos meses, uma segunda oportunidade para integrar a solução. A primeira proposta, que rejeitaram por receio de que não seria viável, foi aceite por cerca de 80% dos subscritores dos produtos.

A solução apresentada pelo Novo Banco já permitiu a recuperação de parte do dinheiro aplicado. Apesar de algumas limitações ao nível da mobilização do dinheiro, a recuperar em vários anos, a solução proposta deverá permitir a recuperação da quase totalidade dos montantes aplicados.

Os termos exactos da proposta a apresentar aos emigrantes que rejeitaram a primeira solução ainda não são conhecidos, mas o PÚBLICO apurou que o compromisso assumido pelo Novo Banco é de que será “semelhante”.

Para além daqueles três produtos, há cerca de 1700 emigrantes que aplicaram dinheiro do Euro Aforro 10 e o EG Premium, no montante de cerca de 80 milhões de euros, para quem o Novo Banco também está a preparar uma solução que permita minimizar as perdas. Os contornos dessa proposta ainda não são conhecidos.

O Novo Banco encontra-se em fase final de venda, mas o PÚBLICO apurou que esse processo não condicionará as propostas que estão a ser trabalhadas.