Produção de azeitona cai 30% em Portugal

Safra de 2016 não foi além das 491 mil toneladas.

ADRIANO MIRANDA
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ADRIANO MIRANDA

A produção de azeitona para azeite caiu cerca de 30% no ano passado devido a condições climatéricas “muito adversas” e à alternância anual de produção dos olivais tradicionais, segundo as previsões agrícolas de 2016 divulgadas esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A produção terá passado assim de 702 mil toneladas em 2015, uma das maiores dos últimos anos, para as 491 mil toneladas registadas no ano passado.

Destacando que a campanha oleícola foi marcada "por menos azeitona e com menor rendimento em azeite",o INE avança que "a fase do vingamento dos frutos decorreu sob condições meteorológicas muito adversas (Primavera bastante chuvosa), o que resultou numa carga de frutos inferior à da campanha anterior”.

“Este aspecto, conjugado com a normal alternância produtiva da variedade Galega, predominante nos olivais tradicionais de sequeiro (que ainda representam uma componente muito significativa da estrutura do olival nacional), contribuiu para a redução da produção de azeitona para azeite, que nesta campanha deverá rondar as 491 mil toneladas (-30% que em 2015)”, acrescenta-se.

As más condições atmosféricas afectaram a produção de azeite, além de muitos outros produtos agrícolas, em vários países do Mediterrâneo no ano passado, como Espanha, Itália, Grécia e Tunísia, o que está a levar a um aumento do preço do azeite ao consumidor nestes países.

As previsões agrícolas revelam ainda que as fundas [rendimento da azeitona em azeite] foram aumentando com o decorrer da apanha, "mas continuam inferiores às registadas na campanha anterior". "O azeite obtido é, regra geral, de boa qualidade", sintetiza o INE.

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