Redução do défice é obra deste Governo, apesar do mérito do PSD-CDS, defende Marcelo

À saída da cerimónia de entrega das medalhas de honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre os sinais de alerta que têm surgido nos últimos dias para a economia portuguesa.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reconheceu hoje o mérito do anterior executivo PSD-CDS/PP na diminuição do défice, mas considerou que a redução "é em larga medida obra deste Governo"
Foto
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reconheceu hoje o mérito do anterior executivo PSD-CDS/PP na diminuição do défice, mas considerou que a redução "é em larga medida obra deste Governo" LUSA/MÁRIO CRUZ

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reconheceu hoje o mérito do anterior executivo PSD-CDS/PP na diminuição do défice, mas considerou que a redução "é em larga medida obra deste Governo", que tem seguido a trajetória correcta.

À saída da cerimónia de entrega das medalhas de honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre os sinais de alerta que têm surgido nos últimos dias para a economia portuguesa, tendo recordado que quando assumiu funções há um ano muitos diziam que era "rigorosamente e matematicamente impossível" ter um défice em 2016 inferior a 3%.

"E hoje os mesmos dizem: o défice vai ser menos de 3%. Como dizia a OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico] ontem [segunda-feira] é uma grandiosa realização, o que mostra bem que não se esperava que fosse apontar-se agora para números como 2,3%, que são números impensáveis há um ano e impensáveis há dois, três, quatro, cinco anos no nosso país", disse.

Para o Presidente da República, "isso é obra, há que reconhecer, do Governo anterior, mas é em larga medida obra deste Governo".

Marcelo Rebelo de Sousa foi ainda questionado sobre a preocupação da agência de notação financeira Moody's com a existência em Portugal de "um governo minoritário que depende de partidos de esquerda que fazem pressão para uma política orçamental mais expansionista".

"Era um risco, como sabemos, que existiu desde a primeira hora. O que tem sido positivo é que, apesar desse risco de divergência de posições, ter havido uma trajectória – como eu disse ontem [segunda-feira] – correcta. É preciso fazer mais e melhor, mas a trajectória seguida tem sido correcta", defendeu.

O chefe de Estado deu os exemplos positivos da "consolidação orçamental, diminuição do défice e cumprimento dos compromissos europeus".