Na Costa Nova quatro pessoas foram arrastadas pelo mar e uma está desaparecida

Dez pessoas encontravam-se junto à linha de água e estariam a fazer um ritual segundo revelam os objectos encontrados na praia e um pescador.

Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda
Fotogaleria
adriano miranda

Dez pessoas que se encontravam junto à linha de água num esporão na Costa Nova, Ílhavo, foram apanhadas por uma onda esta quarta-feira pelas 19h45. Quatro delas foram arrastadas, das quais três conseguiram sair do mar pelo seu próprio pé, mas uma encontra-se ainda desaparecida. Trata-se de uma mulher com cerca de 40 anos, disse o comandante da Capitania do Porto de Aveiro, Carlos Isabel, ao PÚBLICO, que informou que o grupo é oriundo das regiões de Tondela e Viseu. 

A Polícia Marítima vai investigar por que estavam estas pessoas na praia. Por volta das 22h20 chegou um helicóptero da Força Aérea para apoiar as buscas que estão a ser feitas em terra, dada a impossibilidade de colocar uma lancha no mar, devido ao "mau tempo tremendo". No local está polícia apeada, com viaturas todo-o-terreno à procura da mulher desaparecida, acrescentou o comandante. As buscas vão manter-se e terão a duração de 40 horas, o tempo médio de vida de uma pessoa no mar, explica Carlos Isabel. O uso do helicóptero será retomado cerca das 7h15 da manhã.

O comandante explica que o perímetro das buscas é de dois quilómetros para Norte e outros dois para Sul. As três pessoas resgatadas foram encaminhadas para o Hospital de Aveiro com sinais de hipotermia, informa ainda, acrescentando que mal foi dado o alerta, a Polícia Marítima se deslocou de imediato para o local. "Deparamo-nos com esta situação", declara.

"Queremos acreditar em tudo, mas perante as condições atmosféricas, cada vez as probabilidades são mais reduzidas", disse à Lusa o comandante da Capitania do Porto de Aveiro já ao final da noite.

Fernando Cardoso, pescador de profissão, ouviu as sirenes das ambulâncias e acorreu à praia para ver o que se passava. "Dizem aqui que eles estariam a fazer um ritual qualquer". No local foram encontrados vários objectos como uma garrafa de vidro, velas, papaias, colares, sandálias, uma toalha e pratos de arroz doce que as autoridades recolheram. Alguns elementos do grupo ainda se encontravam na praia, onde a "ondulação é maior e o mar mais perigoso", segundo descreve o pescador, mas não quiseram falar.

"Nunca se pode virar as costas ao mar, quanto mais num dia destes", diz o pescador ao PÚBLICO, vaticinando que nesta quinta-feira dificilmente a mulher desaparecida será encontrada, já que as buscas estão a ser feitas em terra. "Agora não se pode fazer nada, é esperar", diz Fernando Cardoso que nos últimos dias não foi ao mar, tal como foi recomendado pelas autoridades.

Recorde-se que, durante todo o dia, as autoridades apelaram às populações para que não se aproximassem do mar, devido à agitação marítima. Durante a tarde desta quinta-feira, o litoral de sete distritos de Portugal continental esteve com aviso vermelho, o máximo da escala, devido à forte agitação marítima, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Além de Aveiro, onde decorreu este acidente, os outros distritos com aviso vermelho são Lisboa, Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra e Leiria.