Onde os Panama Papers se cruzam com os casos portugueses

Seis portugueses mencionados nos Panama Papers têm ligações a processos que estão a ser investigados na justiça.

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Alguns nomes citados nos Panama Papers estão a ser investigados em Portugal Daniel Rocha

Nos últimos anos, vários foram os casos de justiça que envolvem criação, pagamentos ou outra relação com empresas offshores. Muitos deles ainda estão em investigação. A revelação dos Panama Papers cruza-se com alguns dos processos mais mediáticos da justiça portuguesa, desde a Operação Marquês à investigação Monte Branco, Vistos Gold, mas também os casos montados a partir dos bancos portugueses que colapsaram: BPN, BPP e BES.

Vários arguidos ou suspeitos nestas acções aparecem referenciados nos Panama Papers, divulgados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), uma revelação que em Portugal tem sido feita pelo Expresso e pela TVI. Ricardo Salgado, Helder Bataglia e João Rendeiro são apenas três exemplos.

Nas várias notícias, ainda sem os novos dados libertados esta segunda-feira, são seis os nomes referenciados em que os documentos dos Panama Papers podem ter ligações a processos que estão, há vários anos, a ser investigados pela justiça portuguesa.

É o caso das várias offshores do Grupo Espírito Santo. Só para o GES, a Mossack Fonseca criou quase 250 offshores, algumas delas através da Eurofin. Ora são essas empresas offshore desta sociedade que estão no centro das investigações da justiça.

No entanto, não passam apenas de referências e de pistas. Até ao momento, os documentos já conhecidos ainda não chegaram nem à Autoridade Tributária, que garante que vai estar atenta à divulgação desta segunda-feira, nem ao Ministério Público, que está a fazer o acompanhamento do que vai sendo revelado. 

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